Consultora de imagem Adri Ribas explica como visagismo e coloração pessoal ajudam mulheres a alinhar identidade, autoestima e posicionamento em diferentes fases da vida

Ela sempre foi a menina que gostava de se arrumar. Desde criança, combinava roupas, testava cores e criava novas formas de usar a mesma peça.

Entre amigas, virava referência. Perguntavam o que usar, como combinar, o que funcionava melhor.

Com o tempo, Adri Ribas percebeu que não era apenas gosto por roupa. Era interesse pelo efeito que a imagem causava.

“Sempre me chamou atenção como a forma de se vestir mudava a postura, a confiança, o jeito de se posicionar”, conta.

Quando conheceu a consultoria de imagem, o visagismo e a coloração pessoal, entendeu que aquilo já fazia parte dela.

“Imagem não é sobre vaidade. É sobre identidade e comunicação.”

O que era espontâneo virou propósito. Hoje, ela ajuda mulheres a se enxergarem com mais verdade e a usarem a própria imagem como ferramenta de posicionamento.

Quando a mulher diz que não se reconhece

Segundo Adri, a maioria das mulheres não chega dizendo que quer descobrir a cartela de cores. Chega dizendo outra coisa.

“Eu não estou me reconhecendo.”

Muitas vezes é uma mudança de fase. Maternidade, crescimento profissional, separação, amadurecimento.

A mulher evolui por dentro, mas a imagem fica parada no tempo. Surge um desconforto silencioso.

O sentimento mais comum é insegurança. Também aparece culpa. Culpa por investir em si. Culpa por se importar com aparência.

“No fundo, o que elas sentem é o desejo de se reencontrar”, afirma.

Transições deixam isso mais evidente, especialmente depois dos 40, quando corpo, prioridades e energia mudam.

“Mas não é sobre idade. É sobre fase. Toda vez que a mulher cresce internamente, a imagem precisa acompanhar.”

Visagismo e cor como estratégia

Adri define o visagismo de forma simples. É usar a imagem com intenção.

Cabelo, corte, acessórios e maquiagem comunicam algo antes mesmo da fala. Não é tendência. É estratégia. É alinhar essência e mensagem.

A coloração pessoal traz clareza. Ao entender quais cores valorizam sua beleza natural, a mulher para de brigar com o espelho. O rosto ilumina. A pele ganha vida. O guarda-roupa deixa de ser confuso.

“Ela descobre que não precisa de mais roupas. Precisa das cores certas.”

Para quem diz que não tem estilo, Adri responde com tranquilidade. Toda mulher tem estilo. O que falta, muitas vezes, é consciência.

“Estilo não é ser fashion. É ter identidade.”

Imagem é posicionamento

A consultora observa que um dos erros mais comuns é a comparação. Usar a cor que ficou bonita na amiga.

Comprar a tendência do momento. Mudar o cabelo porque está na moda. Sem considerar identidade e mensagem pessoal.

Para quem quer começar sozinha, ela sugere um primeiro passo simples. Se observar. Olhar o guarda-roupa e perguntar: isso comunica quem eu sou hoje? Separar o que traz segurança e eliminar o que pesa.

Adri também responde às críticas. Para quem acha consultoria de imagem algo supérfluo, ela é direta.

“Fútil é viver tentando se encaixar.”

Para ela, imagem é comunicação silenciosa. Quando está alinhada com quem a mulher é, o posicionamento muda. A postura muda. O olhar muda.

“Não é investimento em roupa. É investimento em si.”