
Dolores Rambo conta como a medicina bioenergética mudou sua saúde emocional, ajudando a superar insônia e ansiedade
Dolores Rambo nasceu em uma comunidade rural, no inteiro de São Carlos (SC), onde o trabalho na agricultura era pesado e quase todo manual.
“Hoje, vejo o meio rural como sinônimo de qualidade de vida, mas na minha infância não era assim. A gente não tinha acesso a nada, nem água encanada, nem saneamento, nem escola fácil.”
Para ela, o contato com a natureza era intenso, mas os desafios eram muitos.
A perda do pai aos cinco anos foi um marco doloroso.
“Minha mãe caiu em depressão e a tristeza dominava a casa. Foi um período muito difícil, que marcou muito a minha vida.”
Crescer no meio de tantas dificuldades fez Dolores entender que precisava buscar um futuro diferente.
“Eu não queria aquela vida de pobreza, de dificuldade. Eu queria crescer, estudar, ter um caminho.”
Ainda jovem, Dolores já trabalhava como empregada doméstica e estudava à noite.
“Eu tinha vontade de mudar, mas parecia difícil. A gente vivia na luta diária.”
Foram anos acumulando experiências, estudando, buscando a própria identidade. Formou-se em administração de empresas, fez pós-graduação em gestão de pessoas e trabalhou mais de 14 anos na mesma cooperativa agropecuária. Porém, sentia que algo faltava.
“Eu tinha insônia, ansiedade, e apesar do trabalho ser bom, eu não estava bem. Era um peso dar conta de tudo, eu não tinha qualidade de vida emocional.”
Dolores percebeu que precisava de algo mais profundo para se curar.
“Passei por muita angústia, não conseguia dormir direito. Quando tinha algo bom para acontecer no outro dia, eu não conseguia dormir. O medo, a ansiedade me travavam.”
Autocura e amor próprio: o despertar pela medicina bioenergética
Foi em 2015, por meio do professor Fernando Reis, que Dolores conheceu a medicina bioenergética.
“Na primeira aula que assisti, senti que ali era o meu caminho para a cura.”
A medicina bioenergética é uma abordagem que combina ciência e espiritualidade, neurociência e física quântica para tratar as emoções presas no corpo, que muitas vezes são responsáveis por doenças físicas e emocionais.
“No curso, aprendemos a cuidar primeiro de nós mesmas, a limpar traumas e emoções antes de ajudar os outros. Foi um despertar para mim.”
Dolores lembra que logo na sequência dos cursos conseguiu deixar o uso de medicamentos para ansiedade.
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“Eu tomava paroxetina [medicamento para ansiedade] há anos e consegui parar. Passei a dormir sem remédio, algo que nunca tinha acontecido antes.”
Essa transformação emocional fez Dolores sair do papel de vítima e assumir o protagonismo da própria vida.
“Entendi que tudo que vivi, inclusive a perda do meu pai, foi um processo de evolução da minha alma. Eu escolhi essa família e essas experiências para crescer. Hoje me vejo curada não só no corpo, mas na alma.”
Ela reforça que essa compreensão trouxe paz e qualidade de vida.
“Na medicina bioenergética, não tratamos doenças, tratamos as emoções que as causam. O corpo mostra as emoções presas, sem precisar reviver tudo. É um processo ativo, em que o corpo começa a se auto curar ao sentir segurança e tranquilidade.”
Dolores relata resultados incríveis em seu trabalho e em sua própria vida.
“Já vi feridas de dermatite sumirem em dias, pessoas com infecções no intestino que desapareceram, enxaquecas que duravam anos que sumiram. A cura acontece de dentro para fora.”
Ela reforça que o sucesso depende da participação da pessoa, mas que a técnica é poderosa.
Dolores e a transição de carreira para a medicina bioenergética
Ao longo dos anos, Dolores fez uma transição de carreira: deixou um emprego seguro para se dedicar à medicina bioenergética.
“Foi um ato de coragem, porque as pessoas olham de fora e dizem ‘mas você tem um trabalho bom, porque mudar?’ Eu sentia que podia mais, que precisava viver novas experiências. E hoje me sinto livre e realizada.”
Para ela, evolução é um processo contínuo, de se permitir aprender e deixar para trás o que não serve mais.
“Já deixei várias versões minhas para trás e agradeço. Cada nova versão traz mais sabedoria e força.”
Dolores acredita que todas as mulheres podem se transformar quando se conectam com o amor próprio e se permitem seguir seus caminhos.
Ela reforça que o amor e a felicidade não dependem do outro.
“A gente precisa reencontrar o amor dentro de si, porque ninguém pode fazer a gente feliz. Quando você se ama, os relacionamentos passam a complementar essa felicidade, e não a definir quem você é.”
Essa consciência muda as relações e traz leveza.
Como encontrar o amor dentro de si e transformar suas relações
Dolores destaca a importância de reconhecer as próprias emoções e trabalhar para ressignificá-las.
“Somos nosso melhor amigo ou nosso pior inimigo. O relacionamento que temos conosco reflete em todas as outras relações.”
Ela conta que, no processo, muitas mulheres se libertam de relacionamentos tóxicos, do medo do novo e da estagnação.
Ela conclui que a vida é feita de ciclos e que saber perceber o momento de encerrar um ciclo é fundamental para a saúde emocional e para o crescimento pessoal.
“Ficar onde não se deve por medo do novo adoece. É difícil, mas é necessário desafiar-se para crescer. O difícil é continuar sofrendo no mesmo lugar.”
De menina da roça a mulher que escolheu seu caminho
Para Dolores, inspirar outras mulheres é mostrar que a transformação é possível, que todos somos humanos e que a vulnerabilidade faz parte do caminho.
“Às vezes, uma palavra, um gesto, uma atitude podem virar a chave na vida de alguém. Ser exemplo é a maior forma de ajudar.”
Ela reforça que altos e baixos fazem parte da vida e que cada momento, mesmo os difíceis, traz aprendizado.
“A alegria ensina, mas a tristeza ensina muito mais. A chave é sentir, aceitar, aprender e seguir em frente.”
Dolores acredita que, quando as mulheres entendem isso e se apoiam, o caminho da cura e da evolução fica mais leve.
Hoje, Dolores vive sua missão de ajudar outras mulheres a se encontrarem, a se amarem e a se curarem por meio da medicina bioenergética e do autoconhecimento.




