Com base na empatia e no autoconhecimento, a psicóloga Lisiane conduz mulheres, casais e famílias em processos que resgatam vínculos e fortalecem relações.

Casada, mãe, empresária e psicóloga. Aos 51 anos, Lisiane do Amaral Cerneski leva para o consultório a mesma essência que carrega na vida pessoal: o cuidado com os vínculos, a valorização da escuta e a busca por equilíbrio nas relações.

“Sou apaixonada pela vida e acredito que, quando um membro da família sofre, todos os demais são afetados de alguma forma. Ninguém está separado do todo”, explica.

Graduada em Psicologia com especializações em Programação Neurolinguística (PNL) e Neuropsicologia, Lisiane trabalha com a abordagem sistêmica, atendendo casais, famílias e também terapias individuais.

Os atendimentos são realizados de forma presencial e online, mas ela reforça a importância do contato direto.

“Acredito no poder do vínculo, do olho no olho. O rapport é essencial no processo psicoterapêutico”, afirma.

Segundo ela, o público que mais busca apoio tem sido formado por mulheres e jovens adultos em crise existencial ou conjugal.

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O processo, segundo a psicóloga, exige coragem, mas pode ser transformador: “A maior lição que a profissão me deu é que o autoconhecimento é fundamental. A gente precisa estar bem com a gente mesma para estar bem com o outro e com o mundo”.

E é justamente esse “antes e depois” das pacientes que mais a emociona. “Ver a evolução delas é maravilhoso. É algo que não tem preço”, diz, com brilho nos olhos.

Olhar para dentro é o primeiro passo para cuidar do que é do outro

No 12º Momento Magnólia, que ocorre no dia 6 de agosto, Lisiane vai conduzir um encontro com o tema “Os desafios de manter um relacionamento”.

E para ela, o maior deles é um velho conhecido: a tendência de jogar no outro as responsabilidades que são nossas.

“As relações estão líquidas, como diria Bauman. Falta paciência, empatia, cuidado. E, principalmente, amor próprio”.

Entre as queixas mais comuns que escuta no consultório estão a culpa, a falta de autoestima e a ausência de diálogo.

“Muita gente não sabe ouvir, nem se escutar. E isso enfraquece a conexão”, explica.

Mas há caminhos possíveis. Para ela, as atitudes mais poderosas dentro de um relacionamento são: escuta ativa, empatia, respeito e autoconhecimento.

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“É preciso saber separar o que é seu e o que é do outro, mas só se consegue isso quando você já se conhece”.

Sobre recomeçar dentro de uma mesma relação, Lisiane é clara: só funciona se ambos estiverem comprometidos.

“Relacionamento é parceria. Precisa ser 50 e 50. Amor e respeito são fundamentais dos dois lados”.

No encontro, a psicóloga espera que as mulheres saiam com um olhar novo sobre si mesmas.

“Quero mostrar que todas têm força para transformar suas relações. A mudança que esperamos do outro começa em nós”, afirma, citando uma de suas frases favoritas de Gandhi.