Parceira do Grupo Amo, Larissa Bellaver Tassi acredita que o maior desafio foi superar um trabalho predominantemente masculino na região

Moradora do Bairro Efapi, em Chapecó (SC), Larissa Bellaver Tassi, de 20 anos, encontrou na tele-entrega uma forma de conquistar autonomia enquanto cursa Educação Física. Nascida no interior de Concórdia, ela cresceu em meio ao trabalho e à rotina familiar, onde aprendeu desde cedo o valor do esforço e da responsabilidade.

Aos 17 anos, decidiu que era hora de buscar novos caminhos. Aprovada no curso de Educação Física, mudou-se para Chapecó e, aos 18 anos, com o apoio do pai, conquistou sua primeira moto, que inicialmente era apenas um meio de transporte, mas rapidamente se transformou em instrumento de autonomia.

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Enquanto atuava como estagiária no período da manhã, Larissa observava o movimento intenso de entregadores pela cidade e enxergou ali uma oportunidade.

A moto, que representava um sonho sobre duas rodas, passou a ser também fonte de renda. Assim começou sua trajetória como entregadora, conciliando estágio, entregas e estudos, uma rotina intensa, mas movida pela determinação.

O início das entregas e os desafios

Para ela, o maior desafio não foi o trânsito, o sol ou a chuva. Por ser um segmento predominantemente masculino, o preconceito foi o principal obstáculo.

“Muitas vezes há um olhar de desconfiança, como se a gente não fosse dar conta. No início, o trânsito de Chapecó também foi um pouco assustador, pois saí do interior e aquela correria, junto com a pressão do tempo, assustava. Superei tudo isso ganhando experiência no dia a dia e provando que sim, eu podia fazer aquilo. Hoje, foco no meu trabalho, faço minhas entregas e conquisto meu espaço com respeito”, relata.

A trajetória de Larissa acontece em um cenário em que a participação das mulheres em todos os setores da economia é cada vez mais evidente.

Mais do que ocupar espaços, elas vêm transformando ambientes com responsabilidade, organização, atenção aos detalhes e um cuidado que vai além da execução da tarefa.

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E na tele-entrega não é diferente: esse olhar atento se reflete na condução prudente, no compromisso com o cliente e no zelo com cada pedido transportado.

Em Santa Catarina, conforme dados do Observatório Sebrae, as mulheres representam 35% dos empreendedores, com destaque para os setores serviço e comércio.

A presença feminina no aplicativo

Larissa faz parte do time de parceiros entregadores do Grupo Amo. Ao todo, são 547 profissionais que diariamente percorrem as ruas das cidades onde o aplicativo atua, levando não apenas pedidos, mas também histórias, sonhos e conquistas.

Para o CEO do Grupo Amo, Márcio Muxfeldt, ainda que de forma gradual, a presença feminina agrega um olhar diferenciado à tele-entrega.

“São nossos parceiros e, o mais importante, conquistam sua independência financeira a partir disso. Sempre repito: a tecnologia é meio, não o fim dentro deste grande ecossistema que movimenta colaboradores, estabelecimentos, motoboys, motogirls e usuários. Todos juntos fortalecem a economia local”, afirma.

Em Chapecó, o aplicativo conta atualmente com 10 mulheres entregadoras parceiras. Em Concórdia e Erechim são duas mulheres em cada cidade, e em Passo Fundo, uma profissional integra o time.