A artista visual Laura Nomar lança “Névoa – No corpo da linguagem”, obra que transforma a leitura em experiência sensorial e poética

Há livros que pedem silêncio. Outros pedem tempo. “Névoa – No corpo da linguagem” pede presença. O novo trabalho de Laura Nomar convida o público a atravessar a escrita não apenas com os olhos, mas com a presença, uma leitura que se faz também com a pele, a respiração e o gesto.

O lançamento será na sexta-feira, 31 de outubro, às 17h30, na Galeria Jandira Lorenz, localizada no Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina (Ceart/Udesc), em Florianópolis. A entrada é gratuita, e o evento inclui uma roda de conversa com a autora sobre o processo de criação e distribuição dos exemplares.

A publicação de 176 páginas une poemas, ensaios, textos poéticos, faixas sonoras e propostas interativas. Nada é linear: a capa confunde frente e verso, a diagramação desloca o olhar e os textos flutuam em fragmentos, exigindo tempo, presença e entrega.

A “névoa” do título é uma metáfora criada por Laura para falar dos ruídos, falhas e silêncios que atravessam a comunicação e reverberam fisicamente.

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Laura lembra que é um trabalho fruto de um TCC em artes visuais que une a escrita com propostas visuais e bagunça um pouco essas fronteiras.

“Ainda me soa estranho me considerar escritora, mas a escrita e a leitura sempre estiveram presentes na minha vida”.

Livro de Laura Nomar propõe leitura sensorial e poética

Dividida em dois lados — Abismos da linguagem e Impactos no corpo —, a obra não se encaixa nas categorias convencionais da literatura. Sua materialidade é parte do sentido: a leitura acontece também nas bordas, entrelinhas e silêncios.

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Lançar o livro na Galeria Jandira Lorenz tem, para a autora, um significado afetivo. Foi ali, durante uma bolsa de extensão, que ela escreveu boa parte da obra.

“É uma forma de honrar o que a universidade me ofereceu e ocupar o lugar de quem agora compartilha. É estar em casa e celebrar com quem fez parte dessa caminhada.”

A publicação é realizada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB/SC 2024).