
A ginecologista Fernanda Schenk orienta sobre os sintomas da perimenopausa e como identificar mudanças hormonais para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida
A perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa, marcada pelo declínio da produção dos hormônios ovarianos. Segundo a ginecologista Fernanda Schenk, que atua em Chapecó (SC), esse período é “o aviso do corpo de que o ciclo reprodutivo está mudando, mas ainda não terminou”.
Segundo a médica, não existe uma idade exata para o início da perimenopausa, mas a maioria das mulheres começa a notar mudanças entre os 38 e 45 anos. A variação depende de fatores genéticos, estilo de vida e até da saúde emocional.
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Os sinais mais comuns incluem ciclos menstruais irregulares, ondas de calor, insônia, irritabilidade, queda de libido, ressecamento vaginal, cansaço excessivo e dificuldade de concentração.
“Muitas vezes a mulher acha que está estressada demais, quando, na verdade, o corpo está sinalizando o início de uma nova fase hormonal.”
Além das alterações menstruais, outras mudanças podem aparecer, como calores súbitos, suores noturnos, piora do sono e ganho de peso. Apesar disso, muitos mitos ainda cercam essa fase da vida feminina.
“Um mito comum é ouvir que ‘isso é normal para a idade, tem que aguentar’. A mulher acaba sofrendo em silêncio. Outro equívoco é acreditar que a reposição hormonal provoca câncer de mama ou engorda, isso já foi estudado e não procede.”
Quando é hora de buscar ajuda profissional?
O momento de buscar orientação médica é quando os sintomas começam a interferir na rotina ou na autoestima.
“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, reforça a médica
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Mais do que tratar sintomas, a perimenopausa é uma oportunidade para reconectar-se com o próprio corpo.
“É o momento de priorizar autocuidado e investir na saúde emocional, sexual e metabólica. Essa fase pode ser transformadora se acolhida com informação e suporte adequado.”
A terapia hormonal personalizada pode ser iniciada já na perimenopausa, sem precisar esperar a menopausa chegar. O acompanhamento médico garante que a reposição seja ajustada conforme a necessidade de cada mulher, acompanhando mudanças ao longo do tempo.




