
Médica ginecologista explica importância da prevenção do câncer de mama e do colo de útero, além dos cuidados integrais com a saúde feminina na menopausa.
Cuidar da saúde é também um ato de acolhimento e amor próprio. No Outubro Rosa, a campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama e do colo de útero reforça a importância da prevenção.
Mas o alerta não para por aí: essa também é uma oportunidade de falar sobre a saúde integral da mulher, especialmente na fase da menopausa, que impacta milhões de brasileiras entre os 45 e 55 anos.
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Ondas de calor, ganho de peso, insônia, irritabilidade e alterações de humor são alguns dos sintomas comuns nesse período, que não afetam apenas o corpo, mas também o equilíbrio emocional.
A médica Renalda Lima Santos, ginecologista e obstetra, especialista em Medicina Integrativa e Longevidade Saudável, explica que, ao longo da vida da mulher, os hormônios diminuem e deixam o organismo mais vulnerável.
O estrogênio, por exemplo, é essencial para o equilíbrio do colesterol, a proteção dos vasos sanguíneos e o controle da pressão arterial.
“Sem esse hormônio, o organismo pode ter mais dificuldade em controlar doenças inflamatórias e o estresse, doenças ligadas diretamente à saúde do coração. Em qualquer fase da vida da mulher, o cuidado e a prevenção à saúde são fundamentais, pois garantem qualidade de vida e equilíbrio.”
Prevenção é fundamental, alerta Renalda
A incidência de câncer de mama aumenta com a idade. A médica reforça que a mamografia deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas, e que o papanicolau também precisa ser feito todos os anos.
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Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra anualmente cerca de 73 mil novos casos de câncer de mama e 17 mil de colo de útero.
“O primeiro passo é a conscientização, é o cuidado com a saúde. Visitar o médico regularmente, manter os exames em dia, uma alimentação balanceada, prática de atividade física aliada à saúde mental são atitudes necessárias. É o ato de se permitir ser cuidada e um ato de amor próprio.”
Acolher é autocuidado
Exames regulares e a atenção ao próprio corpo são medidas que salvam vidas. Na menopausa, os cuidados vão além da fertilidade: a queda do estrogênio afeta diretamente a saúde do coração, aumenta o risco de osteoporose, favorece o ganho de peso abdominal e pode intensificar quadros de ansiedade e depressão.
“Mais do que enxergar essa fase como um fim, é preciso tratá-la como uma transição que exige acompanhamento, informação e acolhimento”, conclui Renalda.




