Mastologista Estela Regina Eidt explica como a mamotomia melhora a precisão no diagnóstico e pode evitar cirurgias desnecessárias

Quando o assunto é câncer de mama, um diagnóstico rápido e preciso faz toda a diferença. Pensando nisso, a Unimed Chapecó trouxe um novo exame que facilita a identificação e o tratamento precoce: a mamotomia.

A técnica minimamente invasiva permite retirar pequenos fragmentos de tecido da mama para análise, trazendo mais segurança para a paciente e agilidade no resultado.

Para auxiliar no diagnóstico do câncer de mama, a Unimed Chapecó disponibiliza este novo serviço. O exame, realizado como uma biópsia percutânea a vácuo da mama, consiste na retirada de pequenos fragmentos de tecido para análise.

A médica mastologista, radiologista de mama e cooperada da Unimed Chapecó, Estela Regina Eidt, destaca que a partir de um pequeno corte, é inserida uma cânula por onde são retirados os fragmentos.

“O procedimento é minimamente invasivo e realizado com anestesia local, a mesma utilizada para fazer a core biópsia de mama ou pelos dentistas.”

O procedimento é indicado para pacientes com microcalcificações, com nódulos mistos (área cística e área sólida) ou algum nódulo que pode ser retirado completamente, ou seja, com a identificação de irregularidades em exames anteriores, como mamografia ou ultrassonografia.

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Para a realização do exame, a paciente precisa fazer jejum de pelo menos quatro horas e ter um acompanhante.

Exame de mamotomia

Segundo a mastologista, o procedimento dura em média 40 minutos.

“O exame de mamotomia pode ser guiado por ultrassonografia ou por mamografia. Ao identificar algum nódulo pequeno com característica mista, é utilizada a ultrassonografia para obter um diagnóstico mais preciso.”

Em casos de lesões com microcalcificações, a médica explica que utiliza-se a mamografia para guiar o exame de mamotomia.

Em alguns casos, durante a realização do procedimento, é inserido um clipe/marcador de titânio no local onde foi feita a biópsia para marcar o ponto exato de análise e auxiliar posteriormente no procedimento cirúrgico, se necessário.

“Quando retiramos as microcalcificações, as lesões desaparecem. Contudo, se houver algum comprometimento, ou seja, carcinoma ductal in situ (pré-cancerígena dentro do ducto mamário), invasivo (cresce no tecido adiposo da mama) ou hiperplasia com atipia (lesão benigna com potencial risco de se transformar em câncer), é preciso ampliar as margens como garantia. Por isso, utilizamos essa marcação pré-cirúrgica”, enfatiza.

Recuperação

Após a coleta do fragmento, a paciente é encaminhada para uma sala de recuperação, na qual permanece em repouso e observação de duas a três horas. Estela ressalta que não é necessária internação hospitalar.

Com a conclusão do exame, lembra a mastologista é feito um ponto no local em virtude do corte com bisturi, que é retirado de cinco a sete dias depois do procedimento.

“Também é aplicado um curativo bem compressivo, que deve permanecer no local por aproximadamente 24 horas. Então, após avaliação médica, a paciente recebe as recomendações pós-exame e é liberada para casa.”

De acordo com a mastologista, a principal recomendação pós-exame de mamotomia é o repouso tanto no dia em que foi realizado o procedimento quanto no seguinte, ou seja, sem esforço físico por dois dias.

“Também orientamos a aplicação de compressa de gelo no local nas primeiras 24 horas para diminuir a formação de hematomas. As pacientes devem optar pelo uso de um top para deixar a mama firme e evitar sutiã com aro para não causar desconforto na região”, complementa, ao realçar que esses cuidados são fundamentais.

Entre os benefícios de realizar uma mamotomia, Estela destaca a possibilidade de evitar uma cirurgia, porque se for alguma lesão de mama com característica benigna, já pode ser removida durante o exame.

Aliados no rastreamento do câncer de mama

Para o rastreamento do câncer de mama, o primeiro exame solicitado é a mamografia.

“Ela é fundamental porque mostrará microcalcificações, que podem indicar um câncer inicial de mama. Essas microcalcificações não são identificadas pela ultrassonografia nem pela ressonância magnética de mamas.”

Para as mulheres, a médica destaca, que têm mama densa, além da mamografia, o indicado é a realização de um ultrassom para complementar. E, depois desses dois exames, é solicitada a ressonância para avaliar a anatomia e definir a extensão dos tumores.