Nutricionista Suzana Cardozo, que venceu a obesidade e eliminou 34 quilos com alimentação consciente, traz orientações práticas e seguras sobre o jejum intermitente

O 11º Momento Magnólia recebe, no dia 28 de maio, a nutricionista Suzana Cardozo para uma conversa direta, sem mitos, sobre jejum intermitente e seus impactos reais na saúde da mulher. A participação dela no encontro é marcada por um relato pessoal de transformação e pelo compromisso com uma nutrição acessível, sustentável e sem extremismos.

“Sou ex-obesa. Emagreci 34 quilos me reeducando, aprendendo sobre alimentação de verdade e consciente”, afirma Suzana.

A trajetória dela com o jejum começou de forma espontânea, a partir de mudanças no padrão alimentar.

“Comecei a estudar sobre uma alimentação sem processados e sem industrializados, e a aumentar a ingestão de proteína. E isso não me dava fome.”

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Contrariando muitas orientações e dietas, Suzana questiona a ideia de que era preciso comer a cada três horas.

“Fui descobrir depois, por meio de estudos, que eu não tinha fome a cada três horas. Eu não tinha fome de manhã, de meio-dia. Eu comecei a pesquisar sobre quanto tempo poderia ficar sem comer”, relembra.

Foi assim que encontrou, na internet, as primeiras informações sobre jejum intermitente. “Para mim foi fantástico e libertador.”

Os benefícios do jejum intermitente

O aprofundamento veio com os estudos e a prática pessoal.

“Um biólogo japonês [Yoshinori Ohsumi] ganhou o Prêmio Nobel em 2016 ao descobrir que o jejum estimula a autofagia. Isso significa que, quando você fica um tempo sem comer, o seu corpo recicla células ruins, que são eliminadas ou reaproveitadas pelas células saudáveis.”

Segundo Suzana, esse processo pode contribuir inclusive para a prevenção de doenças.

“Todos nós temos células cancerígenas no nosso corpo. Por meio do nosso estilo de vida, acionamos ou não o gatilho para que elas se desenvolvam.”

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A prática do jejum também trouxe benefícios emocionais: “Me tirou da compulsão. Comecei a aplicar e explicar para os meus pacientes, e eles têm grandes resultados no emagrecimento.”

O que toda mulher precisa saber antes de iniciar o jejum intermitente

Suzana faz um alerta importante: “A mulher precisa saber que é essencial estar comendo bem. Se você consome alimentos ricos em açúcar, não vai aguentar. Vai achar que o jejum não é para você e pode até sentir dor de cabeça.”

Ela também reforça que há grupos que não devem fazer jejum intermitente sem acompanhamento profissional. “Diabéticos que já usam insulina, crianças menores de 12 anos e idosos.”

Jejum e saúde da mulher após os 40

Suzana explica que, com o passar dos anos, há maior facilidade para acumular gordura na região abdominal. O jejum, segundo ela, é uma ferramenta eficaz.

“O jejum intermitente atua principalmente na queima da gordura acumulada em regiões mais difíceis, como a abdominal, pois o corpo utiliza essa reserva para gerar energia. Dessa forma, é possível eliminar essas gorduras resistentes apenas com a prática do jejum.”

Prática leve, consciente e sem sofrimento

“O jejum intermitente precisa ser natural. Eu me alimento tão bem que não sinto fome. Isso vai ser automático.”

Suzana reforça que não se trata de sofrimento: “Não é para sofrer, não é para ficar com dor de cabeça.”

A recomendação é começar o jejum intermitente com acompanhamento profissional: “É fundamental ter, no mínimo, o acompanhamento de um nutricionista. Após um mês com a alimentação equilibrada, você pode iniciar a prática do jejum de forma gradual, sem complicações, dietas restritivas ou passar fome.”

Mitos que ainda confundem muitas mulheres

Ainda há muita desinformação sobre o jejum intermitente. Suzana destaca alguns dos equívocos mais comuns:

“Que o jejum intermitente faz mal para a saúde. Que você não pode ficar sem comer a cada três horas. Que vai faltar vitaminas no seu corpo.”

Esses e outros mitos serão esclarecidos no 11º Momento Magnólia, um encontro gratuito e aberto a todas as mulheres, que acontece no dia 28 de maio, às 19h, no Espaço Minha Vida Magnólia, em Chapecó.

O evento é um convite ao diálogo e ao cuidado com o corpo de forma consciente e sem pressa. Um espaço acolhedor para ouvir, perguntar, compartilhar experiências e sair com mais clareza sobre o que funciona para cada uma — no próprio tempo e com leveza.