
A médica Hellen Wiebbeling compartilha sua experiência com o nascimento do filho Miguel, mostrando benefícios do parto normal para mãe e bebê e a importância do apoio da equipe médica
“Foi a maior e melhor experiência da minha vida. Um turbilhão de emoções”, descreve a médica especialista em Medicina Interna, Hellen Wiebbeling, 33 anos, ao lembrar do nascimento do filho Miguel, em 18 de junho de 2024. O parto aconteceu no Hospital Unimed Chapecó (SC), em uma das salas humanizadas.
Hellen conta que teve todo o suporte da equipe médica e de sua rede de apoio, o que foi decisivo para viver o momento com segurança e tranquilidade.
“Tive a sorte de ter uma equipe fantástica desde o início. Todos se mantiveram calmos, transmitindo segurança de que sabiam exatamente o que estavam fazendo. O meu marido Mailon esteve ao meu lado o tempo inteiro, me dando forças e sofrendo cada contração junto comigo”, relembra.
Também acompanharam Hellen uma doula Jessica Mattana, a obstetra Daniela Fenker, a pediatra Carolina Pritsch e uma enfermeira.
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A experiência fez com que ela já pensasse em repetir.
“Foi uma vivência fantástica e tenho certeza de que terá bis. Sempre achei lindo e emocionante o parto normal. Quero exatamente a mesma equipe comigo nos próximos filhos”, afirma.
Benefícios do parto normal
A emoção e o vínculo que Hellen viveu com Miguel ilustram na prática os benefícios do parto normal. Especialistas reforçam que, em gestações saudáveis, essa experiência não só promove bem-estar físico, mas também fortalece a relação entre mãe e bebê desde os primeiros momentos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em gestações saudáveis o parto normal é a opção mais segura para a mãe e o bebê.
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A Unimed Chapecó valoriza e incentiva essa escolha por seus benefícios.
Para a mãe, inclui recuperação mais rápida, menor risco de infecções, dor reduzida no pós-parto, vínculo fortalecido e ajuda na produção do leite materno. Para o bebê, os ganhos estão no fortalecimento do sistema imunológico, redução do risco de infecções e alergias, prevenção de complicações respiratórias e formação da flora intestinal.
A médica ginecologista e obstetra, Patrícia Pereira de Oliveira, acrescenta que entre os benefícios cientificamente comprovados está a redução do tempo de internação hospitalar.
“O bebê passa por um processo fisiológico, então tem a tendência de se adaptar melhor ao meio externo porque ele escolheu o horário de nascer”, explica.
A ginecologista e obstetra Maria Del Pilar Telesca Valente destaca o impacto emocional.
“Ser mãe não é instintivo, como muitos pensam. É necessário criar conexões neurais. Parir, cheirar o bebê, sentir seu calor e amamentar enviam informações para o cérebro e fortalecem o relacionamento”, afirma.
Estrutura de apoio em Chapecó
O Centro Obstétrico da Unimed Chapecó (SC) dispõe de estrutura voltada a oferecer acolhimento e segurança. São dois leitos para monitoramento pré-parto, três salas de parto com equipamentos diferenciados, duas salas cirúrgicas, leitos para atendimento imediato ao recém-nascido e espaço de recuperação que permite manter o bebê junto da mãe.
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A maternidade também oferece salas de parto humanizadas, projetadas para tornar o momento mais tranquilo e respeitar as escolhas da gestante. Iluminação aconchegante, música ambiente e um ambiente seguro fazem parte da proposta.
Cenário nacional e desafios
Apesar de o Brasil estar entre os países com maior índice de cesáreas, esse cenário vem mudando com o fortalecimento do movimento pelo parto humanizado. Para a Patrícia, trata-se de empoderar a mulher para que sua decisão seja respeitada.
“Se não há contraindicação e a paciente optar pelo parto vaginal, assim será. Se ela preferir uma cesariana, também será levada em consideração”, explica.
Entre os principais receios que levam mulheres a evitar o parto normal estão questões culturais e o medo da dor.
Muitas cresceram ouvindo relatos de partos traumáticos no passado, quando práticas como cortes vaginais ou manobras eram comuns. Além disso, a dor do trabalho de parto ainda gera apreensão.
A Maria reforça que há alternativas seguras para aliviar o desconforto, como uso de água morna, massagens e diferentes posições que respeitem o corpo da gestante.
“O que faz diferença é o preparo emocional e o apoio da equipe. É como fazer uma trilha: você vai se cansar, mas com suporte chega ao destino”, compara.
Os cuidados
O parto normal não é indicado em situações de risco, como insuficiência placentária, placenta prévia ou gestação de alto risco. Nesses casos, a cesariana é a alternativa segura. Por isso, a escolha deve ser consciente e acompanhada pela equipe médica.
Ainda assim, quando possível, os especialistas reforçam que o parto normal traz benefícios que se estendem ao longo da vida da mãe e do bebê.
Como conclui Hellen, que já planeja ter outros filhos:
“Sempre achei lindo e emocionante o parto normal. E agora tenho a certeza de que quero viver essa experiência novamente.”




