Perguntas e respostas elaboradas pelas sócias da Right Serviços Corporativos, Katherine Müller Jede e Alessandra de Souza da Silva, para orientar empresários neste novo cenário fiscal brasileiro

Nos últimos meses, portais de notícias, programas de economia e especialistas passaram a falar com mais frequência sobre a Reforma Tributária. O tema deixou de ser assunto distante do Congresso e passou a fazer parte da rotina de quem tem empresa, de quem emite nota fiscal e de quem precisa fechar o mês com as contas em dia.

Mesmo assim, a maioria dos empresários ainda não entende, de forma clara, o que realmente muda, quando muda e como isso pode afetar o caixa da empresa.

Pensando nisso, as sócias da Right Serviços Corporativos organizaram as dúvidas mais frequentes de clientes e transformaram em um material simples, direto e prático.

As perguntas e respostas foram elaboradas por Katherine Müller Jede e Alessandra de Souza da Silva, que atuam desde a abertura de empresas, parte contábil e assessoria personalizada conforme a necessidade de cada cliente.

::: Veja também >>> Como Debora Gabiati transformou um momento difícil em negócio

Alessandra tem mais de duas décadas de experiência divididas entre escritório contábil e assessoria financeira. Katherine traz a vivência da contabilidade ligada à Gestão de Pessoas.

As sócias lembram que:

“A Reforma Tributária não é um tema para depois. Ela já está impactando as empresas. Quem se informa e se organiza agora tem mais chances de manter a saúde financeira do negócio nos próximos anos.”

O que muda e como isso impacta sua empresa

A seguir, elas explicam o que o empresário precisa entender agora.

A reforma tributária já começou a valer?

Sim. A Reforma Tributária já foi aprovada e está em fase de transição. A implementação será gradual ao longo dos próximos anos. Isso significa que decisões tomadas hoje já influenciam o futuro da empresa.

O que é, de forma simples, a reforma tributária?

É uma mudança profunda na forma como os impostos sobre consumo são cobrados no Brasil. A proposta busca simplificar, reduzir burocracias e dar mais transparência. Porém, isso não significa pagar menos imposto automaticamente.

As mudanças acontecem de uma vez?

Não. A transição será feita aos poucos. Durante esse período, empresas vão conviver com regras antigas e novas ao mesmo tempo. Isso exige atenção redobrada e acompanhamento constante.

O MEI corre risco?

O MEI não deixa de existir, mas pode sofrer ajustes. Muitos microempreendedores podem ser desenquadrados se ultrapassarem limites de faturamento ou se a atividade deixar de se encaixar no regime. O maior risco hoje é não se planejar.

O Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples continua. Porém, isso não garante que ele seguirá sendo a melhor escolha para todos. Alguns setores podem perder vantagens e precisar avaliar outros regimes tributários.

A reforma pode aumentar os impostos?

Depende. Para algumas empresas, a carga pode aumentar. Para outras, pode reduzir ou se manter. Isso varia conforme o tipo de atividade, margem de lucro, regime tributário e possibilidade de aproveitamento de créditos.

Não existe uma resposta única.

Quem não se preparar pode ter prejuízo?

Sim. Empresas que ignorarem a reforma podem pagar mais imposto do que o necessário, perder competitividade, ter problemas de fluxo de caixa e tomar decisões erradas sobre preços e expansão.

Por que agora é o momento de se organizar?

Porque a transição já começou. Quem se antecipa consegue planejar melhor, ajustar contratos e preços, escolher o regime mais adequado e proteger o caixa.

Qual passa a ser o papel do contador?

O contador deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégico. Mais do que emitir guias, ele analisa cenários, orienta decisões, faz planejamento tributário e ajuda o empresário a crescer com segurança.

O que o empresário deve fazer agora, na prática?

  • Revisar o regime tributário atual.
  • Analisar se MEI ou Simples ainda fazem sentido.
  • Buscar orientação especializada.
  • Evitar decisões baseadas em achismos.