Com altas temperaturas, a nutróloga Giseli Albach Lenz orienta sobre conservação, armazenamento e transporte de alimentos, alertando para contaminações e intoxicações

O calor intenso muda a rotina da cozinha e exige atenção redobrada. No verão, pequenos descuidos no armazenamento e na manipulação dos alimentos podem trazer riscos reais à saúde.

A nutróloga e médica cooperada da Unimed Chapecó, Giseli Albach Lenz, alerta que o armazenamento correto é decisivo para preservar nutrientes e evitar contaminações.

“Guardá-los da forma errada pode levar a perdas de vitaminas hidrossolúveis e antioxidantes, bem como acelerar sua decomposição e deixá-lo suscetível a contaminação com micro-organismos”, explica.

Cuidados com alimentos no verão

Os alimentos mais sensíveis às altas temperaturas são carnes, produtos lácteos, frutas, verduras frescas e refeições prontas fora da geladeira.

Algumas frutas, como morango, uva, framboesa, banana, caqui, abacaxi, amora e melancia, devem ser mantidas refrigeradas. Pêssego, ameixa, abacate, manga e laranja amadurecem melhor em ambiente fresco e ventilado.

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Verduras folhosas precisam ser armazenadas na geladeira, de preferência em sacos vasados. Legumes como brócolis, couve-flor e cenoura, quando cortados, também devem permanecer refrigerados.

Cebola e alho podem ficar fora da geladeira, em local arejado. Para evitar desperdícios, a orientação é lavar frutas e legumes apenas antes do consumo, priorizar o uso rápido após a compra e recorrer ao congelamento quando necessário.

A atenção deve se estender aos equipamentos. A temperatura ideal do refrigerador é de 4 °C, e a do freezer, de –18 °C. Verificar o isolamento térmico e manter a higienização em dia ajuda a garantir a eficiência da refrigeração.

Passeios

Para quem aproveita o verão ao ar livre, a recomendação é higienizar os alimentos antes de sair de casa e transportá-los em bolsas térmicas com gelo rígido.

“Evite levar cremes à base de ovos e demais alimentos com potencial de contaminação com a variação de temperatura”, orienta.

Impacto na saúde

O consumo de alimentos estragados ou contaminados pode causar intoxicações alimentares, infecções, distúrbios gastrointestinais, reações alérgicas e até doenças crônicas.

“Estes alimentos podem ter sido armazenados de maneira incorreta, estarem fora do prazo de validade ou mesmo preparados sem as condições de higiene adequadas, o que ocasionou quadros de intoxicação quer seja por bactérias, vírus ou fungos”, explica Giseli.