Ao deixar o trabalho com carteira assinada para acompanhar a filha, Paula Toazza descobriu na costura criativa um novo caminho e criou a Estação Patchwork.

A decisão de mudar de vida começou com um desejo simples: acompanhar de perto o crescimento da filha. Para isso, Paula Toazza decidiu deixar o trabalho com carteira assinada como contadora e buscar uma nova forma de trabalhar.

O plano era não ficar parada. Foi nesse momento que a costura criativa entrou em sua vida.

Curiosa e motivada a aprender, Paula começou a estudar pela internet, comprou tecidos e adquiriu uma máquina de costura. O primeiro projeto foi um protetor de berço para a própria filha, feito com a técnica de patchwork, arte que une retalhos de tecidos para criar novas peças.

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“Ficou muito bom e eu me apaixonei pela costura”, lembra.

O interesse virou dedicação. Paula aprofundou o conhecimento em patchwork e quilting, técnica de acolchoado, em um curso realizado em São Paulo com a especialista Ana Cosentino.

A partir daí, começou a produzir peças em casa e vender artigos como tapetes, mochilas e bolsas.

Um convite de uma amiga vira um negócio

Em 2018 surgiu uma nova oportunidade. Paula foi convidada por uma amiga para dar aulas de costura. As duas abriram um curso em uma sala comercial no bairro São Cristóvão, com quatro máquinas.

Dois anos depois, o projeto cresceu.

Em 2020 nasceu oficialmente a Estação Patchwork e Quilting, instalada em um novo espaço no centro da cidade, com sete máquinas e área de 75 metros quadrados. Em 2024, a loja foi ampliada novamente e passou a funcionar no calçadão, hoje Bullevard.

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Hoje o espaço reúne oito professoras, mais de 100 alunas e também uma loja de tecidos e aviamentos.

Mais do que ensinar técnicas de costura, Paula buscou construir um ambiente de convivência e apoio entre mulheres.

“Busco trabalhar na Estação um olhar diferente, que vai além do ensino e da costura. É um espaço de acolhimento das mulheres, que compartilham seus problemas, suas vidas, ajudam umas às outras e acabam descobrindo seu potencial e se encontrando com elas mesmas”, explica.

Para ela, esse processo de descoberta pode transformar a vida de muitas mulheres.

“Essa inquietação e essa vontade de fazer algo a mais é que fazem a diferença e nos levam a empreender. Somos uma geração de mulheres que não nasceu para ficar em casa, mas para buscar o que realmente queremos. O empreendedorismo feminino mostra que nós podemos e conseguimos fazer tudo o que quisermos”.