O que avaliar antes de usar medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, inclui metabolismo, comportamento e saúde feminina para evitar riscos e resultados temporários.

A promessa de emagrecimento rápido fez crescer o uso das chamadas canetas emagrecedoras. O que pouca gente discute, segundo a nutricionista Larissa Fares, é que o resultado não depende apenas de comer menos ou sentir menos fome.

O que avaliar antes de usar medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, passa por entender como o corpo está funcionando hoje.

“O emagrecimento envolve metabolismo, rotina, comportamento e até a forma como a mulher se enxerga. Não é só sobre reduzir calorias”, explica.

Ela chama atenção para um erro comum: iniciar o uso sem entender o que está por trás do ganho de peso.

Entre os sinais que precisam ser avaliados antes do uso, estão resistência à insulina, inflamação, compulsão alimentar, baixa massa muscular, metabolismo lento e histórico de efeito sanfona.

::: Leia mais >>> Recomeçar aos 50: o poder das segundas chances

Quando esses fatores não são investigados, a caneta pode funcionar apenas como um controle temporário.

Segundo Larissa, é comum que mulheres até consigam emagrecer no início, mas enfrentem consequências ao longo do processo.

“Sem ajuste metabólico, pode haver perda de massa muscular, desaceleração do metabolismo e maior chance de recuperar o peso depois”, afirma.

Além disso, sintomas como cansaço, intestino desregulado, compulsão e sensação de corpo travado podem continuar, mesmo com a redução de peso.

Metabolismo feminino precisa entrar na conta

Para a nutricionista, o ponto central está em entender como o metabolismo feminino está funcionando.

Quando essa análise é feita, o caminho muda. A perda de peso pode acontecer com preservação de massa muscular, redução da compulsão, melhora da energia e maior chance de manter os resultados no longo prazo.

“Sem esse olhar, a mulher fica dependente da medicação e não resolve a causa”, explica.

Larissa defende que o primeiro passo não é o uso do método, mas o entendimento do corpo.

Por isso, ela orienta que mulheres avaliem o que está travando o emagrecimento antes de iniciar ou mesmo durante o uso da caneta.

::: Acompanhe também >>> Mariana Wogel explica o que é mito e verdade nas dietas da moda

Avaliação pode mudar o resultado

A proposta, segundo a nutricionista, é identificar de forma prática os sinais metabólicos que interferem no processo.

Ela desenvolveu um teste voltado ao metabolismo feminino, com foco em apontar onde estão os principais bloqueios que dificultam o emagrecimento.

A ideia é trazer clareza para decisões mais seguras e sustentáveis.

“A caneta pode ajudar, mas não sustenta resultado sozinha. Quando a raiz do problema não é tratada, o peso volta ou surgem novos desequilíbrios”, alerta.

A orientação é simples: antes de buscar uma solução rápida, entender o próprio corpo pode fazer mais diferença do que qualquer método isolado.