Elas descobriram que o autocuidado vai além do corpo, é presença, fé, pausa e uma nova forma de se relacionar consigo mesmas.

Entre o ritmo apressado dos dias e as exigências que o mundo impõe, muitas mulheres têm redescoberto o significado de “se cuidar”. Não é mais sobre metas ou padrões, mas sobre um gesto mais profundo: o de se escutar.

Foi assim que Nice, Silvana, Bruna e Luciana encontraram, cada uma a seu modo, uma forma de transformar a própria rotina e viver com mais leveza, propósito e equilíbrio.

Nice Zanini Frasson Sebalhos sempre teve uma vida marcada pela atividade intensa. O movimento fazia parte da sua identidade, mas também se tornou uma forma de cobrança.

“Eu estava sempre tentando emagrecer, sempre indo além dos meus limites. Quando entrei no programa Viva Plena, aprendi que o descanso também faz parte do cuidado.”

O Viva Plena, criado por Carina Brum e Helenita Moreno, une movimento, nutrição e hábitos conscientes para mulheres

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Foi aí que Nice decidiu parar, respirar, dormir bem. E, então, a mudança começou.

“Coloquei o despertador quinze para as onze, pra lembrar que era hora de dormir. No começo, foi difícil. Eu não conseguia desligar. Mas aos poucos, comecei a desacelerar”, relembra.

Hoje, Nice dorme melhor, toma café da manhã, faz suas refeições com calma e descobriu um novo ritmo de vida.

“Em trinta dias, perdi um pouco de peso, mas o mais importante foi o equilíbrio. Meu corpo, minha mente e minhas emoções entraram em sintonia.”

Substituições simples, mas que transforma vidas

Silvana Biasoli viveu uma transformação silenciosa, mas profunda e que começou há mais de uma década.

“Há praticamente quinze anos fiz uma escolha que transformou minha vida: optei por não consumir mais bebida alcoólica. Não foi uma decisão momentânea ou negociável, mas uma mudança definitiva”, conta.

No início, Silvana sabia que enfrentaria olhares e perguntas, mas manteve firme a decisão.

“Optei por não consumir mais bebida alcoólica e descobri na água um gesto simples, mas poderoso, de bem-estar e autocuidado.”

Essa escolha, que parecia pequena, se tornou um divisor de águas, literalmente.

“Senti a diferença no meu sono, na minha disposição e, principalmente, na minha clareza mental. Acordo leve, durmo bem e me sinto em equilíbrio.”

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Silvana acredita que o verdadeiro autocuidado está na constância das pequenas atitudes.

“Não é abrir mão de algo só de vez em quando, é uma escolha permanente, que não negocio. Foi um passo importante de amor-próprio, e eu tenho colhido os frutos dessa mudança.”

Saúde espiritual também transforma rotinas

Enquanto Nice aprendeu a respirar e Silvana encontrou equilíbrio na simplicidade, Bruna Massignan buscou o silêncio, aquele espaço interno onde a fé e a calma se encontram. Sua semana começa no domingo, com um ritual que se tornou essencial.

“Sempre inicio o domingo buscando a Deus, indo à igreja, me fortalecendo espiritualmente. É o que me prepara para viver os dias seguintes.”

Bruna acredita que saúde é um equilíbrio entre corpo, mente e espírito, e que tudo começa na forma como se coloca diante da vida.

“Todos os dias, começo falando com Deus, pedindo sabedoria, proteção e saúde. Isso guia minhas escolhas, desde o que como até as pessoas com quem convivo.”

Além da espiritualidade, ela tem cuidado da alimentação, praticado atividade física e reservado momentos de meditação e leitura.

“Procuro me cercar de energias positivas, conversar com pessoas que somam, que me fazem crescer. As relações certas nos ajudam a manter o foco e a leveza.”

Essa rede de afeto, segundo Bruna, é parte do processo de autocuidado. “São poucas as pessoas que dividem nossas alegrias e também as dificuldades. Mas são elas que, com carinho e verdade, nos dão aquele toque necessário, aquele empurrão para continuar.”

Luciana Gerlach sentia há tempos a necessidade de mudar de hábitos. Faltava apenas o impulso certo.

Esse empurrão veio com o programa Viva Plena. Elas precisava de apoio emocional e profissional.

“Consegui reprogramar meus hábitos. Hoje me alimento com qualidade, durmo bem, gerencio o estresse e me sinto muito mais disposta.”

Luciana se sente em uma fase de plenitude. “Recuperei minha energia e melhorei até meus exames. É incrível como, quando a gente se cuida, tudo à nossa volta melhora também.”

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Histórias diferentes, mas unidas por um mesmo fio: o despertar para si. Cada uma dessas mulheres entendeu que saúde não se mede em números, mas em sensações — o corpo descansado, a mente tranquila, o coração em paz. Cuidar de si, afinal, é um gesto de amor que se renova todos os dias. É lembrar que a pressa pode esperar, mas a vida, não.