Na Feira Inspira Mulher, médica Amanda Costa mostra como experiência, coerência e posicionamento transformam clientes em comunidade e fortalecem negócios liderados por mulheres em diferentes áreas

Domingo, dia 8, às 15h20, a 4ª edição da Feira Inspira Mulher, em Chapecó (SC), recebe no palco a médica Amanda Lucas Costa com uma provocação direta: “Não tenha clientes. Tenha fãs.”

Otorrinolaringologista formada pela UFRGS, com formação no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Amanda é mãe de Laura e Bruna, esposa de Douglas e uma mulher que acredita em propósito. Para ela, medicina nunca foi apenas técnica. Sempre foi experiência.

“Desde muito cedo eu entendi que saúde não é só diagnóstico, é experiência”, afirma.

Essa visão ultrapassou o consultório. Ao longo da prática, Amanda percebeu que o que realmente transformava resultados não era apenas a prescrição correta, mas como a pessoa se sentia ao ser atendida.

Segurança, clareza, organização e coerência constroem algo maior que atendimento. Constroem confiança. E confiança é o ativo mais valioso de qualquer negócio.

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Cliente compra. Fã confia

Na palestra “Não tenha clientes. Tenha fãs”, Amanda propõe uma mudança de centro na relação com quem compra.

“Cliente compra. Fã confia. Cliente compara preço. Fã compara experiência.”

Para ela, a diferença está na identificação. A pessoa precisa enxergar valores alinhados aos seus. Precisa admirar postura, propósito e coerência.

Amanda destaca que o profissional deixa de vender apenas um produto ou serviço e passa a entregar atributos como segurança, organização, autoridade e clareza. Muitas vezes, o que o cliente busca não é só a solução técnica. Ele busca a sensação de estar nas mãos certas.

Quando há alinhamento de missão e valores, o cliente deixa de ser consumidor e passa a ser defensor do trabalho.

Experiência é estratégia

Amanda reforça que esse olhar não se limita à área da saúde. Trata-se de um movimento global. Marcas que crescem entenderam que experiência é estratégia.

Na saúde, esse cuidado é ainda mais sensível porque envolve vulnerabilidade. Mas qualquer negócio que deseja crescer no longo prazo precisa decidir para quem quer servir.

“Quem quer vender para todos, não vende para ninguém.”

Segundo ela, admiração nasce da consistência. Coerência entre discurso e prática. Organização nos bastidores. Clareza na comunicação. Segurança na entrega.

Pequenas falhas quebram grandes relações

Mesmo quando o serviço é tecnicamente bom, alguns erros afastam clientes.

A inverdade é o primeiro deles. Pequenas mentiras comprometem relações. A desorganização gera insegurança. O amadorismo enfraquece a autoridade.

“O paciente aceita erro humano. O que ele não aceita é insegurança.”

Agenda confusa, informações desencontradas e processos sem padrão fragilizam a experiência. E hoje cada ponto de contato comunica marca. Marca não é logotipo. É experiência acumulada.

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Crescimento orgânico começa na jornada

Amanda destaca que a jornada começa no primeiro contato, muitas vezes no WhatsApp. O tom da equipe, a organização da agenda e o pós-atendimento fazem parte da percepção de valor.

Não existe ferramenta de marketing mais potente que a indicação espontânea de um cliente satisfeito. Ele atrai pessoas semelhantes, fortalece o posicionamento e reduz dependência de estratégias agressivas.

“Experiência positiva gera crescimento orgânico.”

Amanda propõe uma mudança de comportamento e visão

Na Feira Inspira Mulher, Amanda quer provocar reflexão.

“Vocês não vendem produtos. Vocês escrevem histórias.”

Ela convida cada mulher a se perguntar: “Estou criando clientes ou comunidade? Estou vendendo preço ou entregando valor? Minha experiência condiz com o posicionamento que desejo?”

A proposta é mudar a lente. Enxergar quem compra como protagonista de uma jornada. Quando isso acontece, o negócio deixa de disputar mercado e começa a construir legado. E essa é a diferença entre ter clientes e formar fãs.