
Com câncer pela segunda vez, Daniela criou uma Vakinha para continuar o tratamento completo e seguir lutando pela vida ao lado da família
Daniela Simioni é casada com Rodrigo há 17 anos e mãe de dois filhos, Lorenzo e Valentina. São eles que a inspiram a seguir em frente todos os dias, mesmo diante das dificuldades impostas por uma doença que transformou sua vida.
Em outubro de 2022, ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama do tipo HER2 positivo. O tratamento foi iniciado imediatamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó (SC).
Foram 16 sessões de quimioterapia, cirurgia para retirada do quadrante afetado, radioterapia e imunoterapia com Trastuzumabe.
No entanto, faltando apenas duas aplicações para concluir a imunoterapia, Daniela teve uma recidiva na mesma mama.
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A notícia surpreendeu não apenas a família, mas também a equipe médica, já que ocorreu durante o tratamento.
Diante da gravidade, ela e a família buscaram apoio também na rede privada para agilizar exames e decisões médicas.
Em novembro de 2024, passou por uma mastectomia radical — retirada total da mama — com remoção dos linfonodos da axila. Desde então, convive com sequelas que afetam sua rotina: limitação de movimentos, dores, formigamento e linfedema.
O novo tratamento proposto inclui seis ciclos de quimioterapia, 12 aplicações do duplo bloqueio (Trastuzumabe e Pertuzumabe) e nova radioterapia.
Mas Daniela enfrentou mais um obstáculo. Segundo ela, o SUS negou o fornecimento do duplo bloqueio, alegando que pacientes com recidiva durante o uso do Trastuzumabe não têm esse direito.
“Apesar de tudo, minha fé e minha vontade de viver seguem inabaláveis”, afirma.
Daniela segue em busca da chance de cura
Em fevereiro de 2025, ela entrou com um pedido judicial para garantir o tratamento completo, mas o pedido foi negado. Um recurso foi apresentado em abril, e a família aguarda uma resposta.
Enquanto isso, Daniela segue lutando. Já realizou cinco ciclos com o duplo bloqueio, todos pagos com recursos próprios, com um custo médio de R$ 18 mil por aplicação.
Ainda restam oito. Além disso, enfrentou complicações graves, como pneumonia que evoluiu para embolia pulmonar, e arritmia cardíaca. Tudo isso tratado na rede privada, diante da urgência.
Após o fim do tratamento, ela também precisará passar pela colocação de uma prótese mamária — uma etapa importante na recuperação física e emocional —, que não é mais coberta pelo SUS.
Daniela criou uma Vakinha online para arrecadar fundos e garantir a continuidade do tratamento que pode oferecer a chance real de cura.
“Qualquer ajuda faz diferença, e sou imensamente grata por cada gesto de solidariedade.”




