Ana Luiza Moretto encontrou uma nova forma de comunicar marcas, criando conteúdos autênticos que aproximam pessoas e geram engajamento

Você já comprou algo porque alguém comum mostrou nas redes? Nem sempre precisamos de celebridades ou influenciadores com milhões de seguidores para acreditar em um produto. Muitas vezes, é a fala de uma pessoa comum, que transmite sua experiência de forma verdadeira, que convence e gera confiança.

 Esse é o trabalho do UGC Creator (User Generated Content), uma tendência em expansão no Brasil que aposta na autenticidade como ponte entre marcas e consumidores.

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Entre os nomes que abraçaram essa novidade está Ana Luiza Moretto, 39 anos, que hoje transforma ideias em conteúdos reais, capazes de vender e criar conexões.

“Um UGC é uma pessoa comum, criativa, que transmite de forma verdadeira a experiência com um produto ou marca. Não depende de milhares de seguidores, mas de um bom roteiro e produção.”

O início da jornada de Ana Moretto como UGC Creator

A chegada de Ana ao UGC não aconteceu de forma planejada. Ela lembra que foi um processo longo, de quase um ano e meio, até entender que esse era o meu caminho.

“No início, eu não sabia exatamente como me definir, até que começaram a surgir parceiros que me identificavam como criadora.”

Ela lembra que Nos Estados Unidos, o UGC já é muito consolidado, mas no Brasil ainda é novidade.

O primeiro passo aconteceu com a Filomena Store, loja parceira até hoje. A demanda era simples: fazer provadores e dar visibilidade nas redes sociais. Esse foi o ponto de virada que marcou sua transição.

Estratégia e criação

No trabalho, o foco principal está nos vídeos para Reels e Stories, hoje os maiores canais de alcance no Instagram. As fotos aparecem como complemento, ajudando a compor uma estratégia de feed.

“Meu processo criativo é entender muito bem o público-alvo da marca e, a partir daí, executar um roteiro matador.”

Para dar conta da produção, Ana atua em parceria com uma agência. Juntos, planejam estratégias personalizadas, estudam os clientes e compartilham tarefas de edição e execução.

 “Não tenho um segmento preferido, cada nicho traz aprendizados. O que me motiva é gerar conexão verdadeira, independente do segmento.”

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Resultados que vão além dos números

Mais do que métricas e relatórios, o que motiva Ana é o retorno das pessoas.

 “As métricas são importantes, mas o que mais me motiva é o feedback real. Quando recebo mensagens ou vejo o boca a boca acontecendo, sei que deu certo.”

Aprendizados e autenticidade

Na transição de carreira, Ana coleciona aprendizados.

 “Coragem, constância e força de vontade foram essenciais. Depois de 16 anos formada, mudar exige enfrentar julgamentos e mergulhar de cabeça em algo novo.”

Hoje, ela destaca que a autenticidade é o que sustenta sua atuação.

“As pessoas se conectam com pessoas. Eu sou real, usando produtos reais. Meu objetivo precisa estar alinhado ao do empreendedor para que o conteúdo seja verdadeiro.”

Confira a entrevista de Ana do portal Minha Vida Magnólia

Qual é o seu processo de criação de conteúdo?

Meu foco principal são vídeos em formato de Reels e Stories, que hoje são o maior canal de distribuição e conexão no Instagram. Já as fotos entram em uma estratégia complementar, ajudando a manter o feed harmônico e estratégico. Meu processo criativo é basicamente entender muito bem o público alvo da marca que estou criando e a partir daí executar um roteiro matador.

Você trabalha sozinha ou em equipe?

Hoje, conto com uma agência parceira e, juntos, conseguimos delegar parte da produção/edição para uma equipe. Planejamos em conjunto, estudamos cada caso e definimos estratégias personalizadas para cada empreendedor.

Existe algum tipo de cliente ou segmento que você prefere trabalhar?

Ainda não. Cada nicho tem seus próprios desafios e aprendizados, e eu gosto disso. O que realmente me motiva é gerar conexão verdadeira, independente do segmento.

Como você mede se um conteúdo deu resultado?

Claro que as métricas das redes sociais são importantes, mas o que mais me motiva é o feedback real das pessoas. Quando recebo elogios, mensagens de curiosidade ou vejo o boca a boca acontecendo, sei que o conteúdo funcionou.

Sua formação em arquitetura influencia seu trabalho atual?

Sim. A arquitetura me levou ao universo do marketing. Mas chegou um momento em que percebi que ela já não fazia mais sentido na minha vida, e que meu espaço estava nas redes sociais. Curiosamente, antes mesmo do UGC, participei de desfiles de moda — e foi ali que tudo começou.

Quais foram os maiores aprendizados na transição de carreira?

Coragem, constância e força de vontade. Depois de 16 anos formada, mudar totalmente de área exige enfrentar julgamentos e mergulhar de cabeça em algo novo. Foi um grande exercício de acreditar no que movia o meu coração.

Que habilidades você precisou desenvolver como UGC Creator?

É um aprendizado contínuo. Comunicação, expressão visual e persuasão são essenciais. O segredo está em compreender quem consome aquele conteúdo. Entendendo o público, suas dores e desejos, conseguimos criar um roteiro que vai vender sem ser um conteúdo chato, aliás ninguém gosta de vendedores.

Quem são suas referências no marketing digital e na criação de conteúdo?

No início, não tive referências. Tudo foi acontecendo muito naturalmente. Hoje, busco inspiração em tendências, movimentos e conteúdos virais que fazem sentido para cada nicho em que atuo, então muita das vezes, para cada cliente buscamos uma referência. 

Qual é a importância de criar conteúdos autênticos e reais?

As pessoas se conectam com pessoas. Quanto mais verdadeiro for o conteúdo, maior será o impacto. Sempre digo que meu objetivo precisa estar alinhado ao do empreendedor. Só assim conseguimos entregar autenticidade e criar uma conexão que ultrapassa a barreira do digital. Eu sou real, usando produtos reais.