
Da venda de porta em porta à própria loja, Charline Pompeu construiu a Cha Modas com trabalho, fé e um atendimento que virou sua marca.
Em uma época em que tudo parecia incerto, Charline Pompeu decidiu apostar em um sonho. Era 2019 quando ela investiu as economias que tinha para começar a vender roupas. Não havia loja, vitrine ou estrutura. Existiam apenas duas malas azuis, que ela guarda até hoje, e muita disposição para visitar amigas e apresentar as peças que levava consigo.
O início, ela admite, foi acompanhado de insegurança. O medo de investir, as viagens para buscar mercadorias e a dificuldade em entender o gosto das clientes faziam parte da rotina.
Nas primeiras viagens, ela se perguntava se estava fazendo as escolhas certas. Afinal, ainda não conhecia as preferências das mulheres que atendia. Mas, aos poucos, a convivência foi transformando clientes em amigas e a experiência foi dando lugar à confiança.
Com o passar do tempo, as roupas deixaram de caber nas malas. Então, Charline criou um espaço dentro da própria casa. Montou uma sala com araras, um provador e passou a receber as clientes com mais conforto e variedade.
Aquele pequeno espaço foi crescendo junto com a confiança das mulheres que compravam com ela. Aos poucos, ela começou a conhecer melhor cada cliente, entender os estilos, as marcas e os tecidos preferidos. A vontade de desistir desapareceu e foi substituída pelo desejo de crescer cada vez mais.
Cha transformou conexões em troca e pertencimento
Mais do que construir uma loja, Charline acredita que o empreendedorismo lhe trouxe amizades e uma rede de apoio que carrega com gratidão. Muitas clientes vêm de longe para comprar na Cha Modas. Algumas são atendidas no fim do dia, aos finais de semana e até em domingos pela manhã.
“Eu sou muito dedicada no que faço. Facilitar a vida das pessoas também faz parte do meu trabalho”, conta.
Hoje, a Cha Modas oferece opções para diferentes estilos e bolsos. E, apesar do crescimento, Charline continua fazendo questão de cultivar as clientes antigas, buscar novas conexões, participar de feiras, promover eventos e acordar de madrugada para fazer pedidos ou viajar em busca de novidades.
Não é raro que, às quatro ou cinco horas da manhã, ela já esteja fazendo pedidos online. Em outras ocasiões, passa madrugadas inteiras em viagens para selecionar peças e encontrar novidades para a loja. O trabalho é intenso, mas ela fala sobre isso com gratidão.
“É tão gratificante ver que deu certo e continua dando certo”, diz.
Cha acredita que a fé e boas energias fazem a diferença
A fé também faz parte dessa caminhada. Charline costuma dizer que não trabalha sozinha.
“Eu e Deus. Ele me fortalece todos os dias. Sempre estou em busca do melhor e acredito que a energia conta muito. Quando a pessoa entra em uma loja, ela sente isso.”
Por isso, faz questão de atender com alegria e transmitir energia boa. Para ela, um atendimento acolhedor pode transformar uma simples compra em um encontro especial.
Ao olhar para trás, ela tem a certeza de que valeu a pena insistir. E deixa uma mensagem para outras mulheres que sonham em empreender.
“Vai com medo mesmo. Você vai ouvir muitos nãos e muita gente dizendo que não vai dar certo. Mas escute o seu coração e vá atrás do seu sonho. Deu certo para mim e pode dar certo para você também.”




