
No 13º Momento Magnólia, psicóloga Lisiane Cerneski falará sobre relacionamento tóxico, a dificuldade de romper e caminhos de fortalecimento para recomeçar
O 13º Momento Magnólia vai discutir um tema delicado, mas presente na vida de muitas mulheres: os relacionamentos tóxicos.
A convidada do encontro é a psicóloga Lisiane do Amaral Cerneski, terapeuta sistêmica e especialista em neuropsicologia, que atua no acompanhamento de mulheres, casais e famílias em busca de mais conexão, equilíbrio e escuta.
Segundo Lisiane, os sinais de uma relação tóxica costumam ser visíveis para quem está vivendo a situação, mas isso não significa que seja fácil se desligar.
“Os sinais são percebíveis e a pessoa envolvida sabe, porém não se sente capaz de romper e fica às vezes muitos anos envolvida mesmo que não queira.”
Ela explica que o desconforto é geral, marcado por brigas constantes, resultado da falta de sintonia e respeito. Apesar disso, muitas mulheres encontram dificuldade em aceitar que algo não está bem.
“É percebido, mas é difícil aceitar de que algo não está bem, de forma ampla pela dependência emocional, outras vezes pela zona de conforto e na maioria por acreditar que é normal isso acontecer.”
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Consequências graves do relacionamento tóxico
Os impactos emocionais de uma relação tóxica, segundo Lisiane, são profundos. Ela alerta que a sensação de incapacidade para romper pode gerar consequências drásticas.
“Os impactos emocionais são fatores drásticos, exemplo: não percepção de ser capaz de romper, levando muitas vezes à morte de um ou ambos os cônjuges.”
Dificuldade em romper
O medo, as vulnerabilidades, a falta de empatia consigo mesma e a descrença na própria capacidade mantêm muitas mulheres presas a esse tipo de relação.
Em alguns casos, a busca por apoio acontece em redes de pessoas que também vivem situações parecidas, o que cria ainda mais barreiras para a mudança.
Para a psicóloga, a procura por ajuda deveria acontecer logo nos primeiros sinais. Porém, a dificuldade em aceitar a gravidade da situação faz com que, muitas vezes, a decisão demore.
“Às vezes, acaba em tragédias.”
Caminhos de fortalecimento
Apesar dos desafios, Lisiane acredita que é possível recomeçar. O ponto de partida, segundo ela, está no autoconhecimento e no amor-próprio.
“A principal estratégia é estar conectada consigo, ou seja, autoconhecimento de si, amor-próprio e entrar na relação não para sentir-se bem, mas estando bem para manter o equilíbrio da relação.”
O acompanhamento terapêutico também é uma ferramenta essencial nesse processo. “Procurar ajuda terapêutica para conseguir olhar, entender os motivos que aconteceram, para se fortalecer primeiramente e no futuro conseguir reconstruir um relacionamento saudável.”




