
Mais de 30 anos depois, o mistério volta a intrigar o país e mostra que o poder de Odete Roitman segue vivo na memória e na emoção do público
O Brasil volta a se perguntar: “Quem matou Odete Roitman?”. No capítulo de segunda de Vale Tudo, novela da TV Globo, os planos da poderosa vilã de finalmente deixar o país e cruzar a linha do Equador foram interrompidos por um crime que vai movimentar a vida de muitos personagens.
Odete (Debora Bloch) é assassinada em seu quarto de hotel pouco antes de partir em uma viagem ao lado de César (Cauã Reymond). Com um histórico marcado por manipulações, crueldades e traições, a empresária acumulou inúmeros inimigos ao longo de sua trajetória — todos com motivos para desejar sua queda.
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Agora, resta ao público acompanhar os próximos capítulos e tentar desvendar quem, entre tantos desafetos, foi capaz de dar fim à vida da magnata.
Com recordes de audiência e engajamento nas redes sociais, o remake de Vale Tudo chega à reta final, reafirmando seu lugar como um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira.
A novela escrita por Manuela Dias, com direção artística de Paulo Silvestrini, já alcançou cerca de 150 milhões de pessoas em todo o país e é o conteúdo sob demanda mais visto no Globoplay em 2025.
Como foi interpretar uma das maiores vilãs da dramaturgia brasileira?
Nesta entrevista, Debora Bloch fala sobre os bastidores da novela, o desafio de interpretar uma mulher ambiciosa e complexa, a emoção da despedida e o impacto do mistério que volta a intrigar o público.
“Assumir um papel tão marcante, eternizado pela Beatriz [Segall], foi um desafio enorme e uma responsabilidade que levei muito a sério. Mas também foi muito prazeroso. Ver que o público abraçou essa nova versão da personagem foi gratificante demais.”
Para a atriz, o sucesso da novela é resultado da união de muitos talentos. “A gente nunca sabe o motivo do sucesso, mas acredito que é o resultado da junção de uma boa história, uma equipe talentosa e um elenco comprometido. Quando esses elementos se alinham, acontece uma conexão genuína com o público.”
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Durante as gravações, Debora compartilhou momentos divertidos e bastidores que mostraram uma mulher leve e dedicada ao trabalho.
“Trabalhar e conviver com um elenco e equipe tão parceiros faz toda a diferença. Isso, pra mim, é essencial para que o trabalho flua bem e com leveza.”
Ao se despedir do projeto, a atriz fala com sinceridade sobre o cansaço e a emoção do fim.
“Está sendo um misto de sentimentos. Por um lado, a satisfação de ter conseguido fazer um trabalho legal e sentir que as pessoas gostaram. Por outro, o cansaço natural de um ano de entrega total, com muita disciplina e dedicação.”
Ela lembra que está feliz com o resultado, mas também sentindo aquela emoção de encerrar um ciclo tão especial.
“E, sim, já sonhando com as férias!”
E o mistério que envolve o público? Debora se diverte:
“Aonde quer que eu vá, as pessoas me dizem que já estão fazendo bolão sobre o assassino de Odete! Está me parecendo que as pessoas já estão mobilizadas.”
No Gshow, o público acompanha notícias, bastidores exclusivos, trechos dos episódios e spoilers. O portal também traz resumos semanais em vídeo apresentados por Rafa Chalub, que comenta com humor o desenrolar da trama.
O impacto de “Vale Tudo” ontem e hoje
Quando Vale Tudo foi exibida pela primeira vez, em 1988, a novela se tornou um fenômeno. Escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, a trama refletia o Brasil pós-ditadura e levantava uma pergunta que ecoou em todo o país: “Vale tudo para vencer?”.
A crítica à corrupção, à desigualdade e à falta de ética marcou uma geração e consolidou o nome de Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, como uma das maiores vilãs da televisão brasileira.
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Três décadas depois, o remake escrito por Manuela Dias atualiza essa discussão para um novo tempo, sem perder a essência da história original.
Agora, o público vê uma Odete mais contemporânea, interpretada por Debora Bloch, que carrega as mesmas ambições da personagem clássica, mas com nuances que dialogam com a sociedade atual — marcada pelas redes sociais, pela exposição e pelas novas formas de poder.
Apostas para ver quem é o culpado dessa vez
Na primeira versão, o mistério sobre quem matou Odete Roitman parou o Brasil. Famílias se reuniam diante da televisão, as ruas esvaziavam e o país inteiro discutia possíveis suspeitos. Hoje, o enigma se repete, mas a conversa acontece em outro ritmo: nos grupos de WhatsApp, nas redes sociais e nas hashtags que movimentam o Globoplay.
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A força de Vale Tudo está em sua capacidade de atravessar gerações. A história, que antes provocava reflexões sobre ética e ambição, continua atual.
O remake não apenas homenageia o clássico, mas também reafirma o poder da teledramaturgia em provocar, emocionar e fazer o público pensar sobre os valores que continuam guiando, ou distorcendo, a sociedade brasileira.




