
Dermatologista explica diferenças entre produtos médicos e comerciais. Também como escolher fórmulas seguras para cada pele
A busca por rotinas de skincare cresceu entre as mulheres, junto com a variedade de cosméticos disponíveis. Com tantas opções, a tentação de montar a própria rotina é muito grande. Entretanto, a escolha autônoma pode abrir espaço para combinações inadequadas, irritações e resultados frustrantes.
Os tipos de pele (normal, seca, oleosa, mista e sensível) variam conforme oleosidade, textura, sensibilidade e presença de poros, descamação ou coceira.
Sem conhecer essas características, é difícil selecionar o produto ideal. E, quando a compra é feita apenas pela influência das redes sociais ou indicação de uma amiga, os riscos aumentam.
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Após análise do tipo e da sensibilidade da pele, um dermatologista indica ativos e concentrações adequadas. A orientação profissional ajuda a estruturar a rotina e a evitar danos que podem surgir com o uso incorreto, como acne, irritação e manchas.
Karine Andrea Lorenz, a dermatologista e cooperada da Unimed Chapecó, explica que existe uma diferença importante entre os produtos prescritos e os encontrados em lojas de venda livre.
“Os produtos da linha médica possuem concentrações mais altas de ativos, como retinóides, antioxidantes, ácidos e clareadores, indicados a partir de uma avaliação minuciosa do tipo de pele, histórico de alergias, sensibilidade e a necessidade individual de cada paciente”.
Riscos de comprar e usar cosméticos sem orientação
Os cosméticos vendidos livremente costumam ter concentrações menores e foco no sensorial, com fragrância e preço atrativo.
Segundo a médica, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece limites máximos de segurança para os ativos presentes nos produtos de venda livre, justamente, para evitar reações em quem os utiliza sem orientação profissional.
“Mesmo assim, esses cosméticos não estão isentos de complicações”, alerta.
As reações mais comuns envolvem dermatites alérgicas e irritativas, acne, hipo ou hiperpigmentação e sensibilização.
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Elas podem surgir pelo uso excessivo, pela frequência inadequada ou pela aplicação em peles já sensibilizadas.
Para a especialista, a regra é simples: quando houver dúvida, procure um dermatologista. Ele definirá uma rotina personalizada, segura e adaptada às necessidades reais da pele.
Ordem dos produtos para skincare diário
Rotina diurna
- Limpeza: remove impurezas e prepara a pele para os próximos passos.
- Tônico (opcional): ajuda a equilibrar o pH e complementa a limpeza.
- Tratamento (séruns e ativos leves): protege, hidrata ou trata.
- Hidratante: previne ressecamento e fortalece a barreira cutânea.
- Protetor solar (FPS 30 ou mais): previne manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele.
Rotina noturna
- Limpeza: retira a sujeira, poluição, maquiagem e protetor solar.
- Tônico (opcional): ajuda a equilibrar o pH e complementa a limpeza.
- Tratamento ativo: use com moderação e conforme a tolerância da pele.
- Hidratante ou creme reparador: produto específico (se necessário).




