Psiquiatra fala sobre estratégias para lidar com parentes difíceis e proteger a própria saúde emocional durante as celebrações

As festas de fim de ano costumam carregar a expectativa de encontros harmoniosos e cheios de amor e afeto. Mas, para muitas famílias, a realidade envolve tensões antigas, diferenças de personalidade e conflitos não resolvidos.

Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, lembra que o Natal pode ser um gatilho emocional porque reúne pessoas que, ao longo do ano, mantêm uma convivência limitada justamente para evitar desgaste.

::: Saiba mais >>> 8 hábitos que ajudam mulheres de 50 a viver com leveza

O primeiro passo para um Natal mais saudável é abandonar a fantasia do encontro perfeito.

“Quando ajustamos as expectativas, diminuímos a cobrança e ficamos mais preparados para lidar com imprevistos.”

Outro ponto importante é aplicar limites que protegem o bem-estar sem gerar confronto.

Estratégias

Isso inclui planejar quanto tempo permanecer no evento, identificar temas delicados a serem evitados e até definir estratégias de fuga elegante caso o clima pese, lembra Danielle, que também é supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

“Caso tenha conflitos com pessoas da família, tente relaxar e lembrar que é um encontro pontual, que vai durar apenas algumas horas. E não tente vencer todas as discussões.”

Para quem convive com parentes difíceis, a recomendação é focar em comportamentos controláveis. Afinal, não é possível mudar o outro, mas é possível controlar a forma como reagimos.

Como lidar com encontros quando a família

Segundo a médica, técnicas como respiração profunda e pausas estratégicas também ajudam a impedir escaladas de estresse, se chegar nesse ponto.

O objetivo não é criar distância entre familiares, mas sim promover encontros mais leves, baseados em limites claros e expectativas realistas.

::: Leia mais >>> 10 coisas que fazem as mulheres felizes depois dos 40 anos

As festas de fim de ano podem ser momentos de conexão, desde que cada um respeite seu próprio limite e o do outro.

E quando o contexto familiar é realmente tóxico? Em último caso, não comparecer também é uma decisão válida. Se o ambiente não for seguro emocional ou psicologicamente, preservar-se pode ser a atitude mais saudável.