Para a médica, teóloga e mentora Brigitte Arraes , o conceito de força feminina já existia muito antes dos holofotes modernos

Por Brigitte Arraes, médica, teóloga, mentora, lidera o projeto cristão Entre Amigas, voltado ao discipulado e à mentoria feminina, autora no livro Poderosas e Grandiosas (Literare Books International)

Muito se fala sobre o empoderamento feminino e como não nos deixar levar pelo desejo de poder, reconhecimento, valor e todas as conquistas que residem por trás desta palavra “empoderamento”.

Estufamos o peito e tomamos posse de toda essa atmosfera de poder, nos encorajamos a levantar uma bandeira e queremos ser ouvidas a qualquer custo e impor esse conceito agora inerente e até pouco tempo desconhecido.

Analisando as características da mulher virtuosa, como é conhecida a mulher descrita no capítulo 31 do livro de Provérbios na Bíblia Sagrada, destacamos características de empoderamento.

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Como brilhantemente destacou Billy Graham “a Bíblia é mais atual que o jornal de amanhã”; aquilo que achamos que é novidade, encontramos ao estudar as Escrituras Sagradas.

Características de empoderamento da mulher virtuosa:

  • Boa fama (caráter)
  • Autonomia
  • Empreendedorismo
  • Capacidade de tomada de decisões
  • Filantropia
  • Administra seu lar
  • Cuida da aparência
  • Sabedoria/conhecimento

Deus nos deu sabedoria e inteligência tanto quanto aos homens, apenas temos atribuições diferentes na dinâmica familiar. Se estamos atrás nas conquistas profissionais é porque muitos homens estão deixando suas responsabilidades em relação à família a cargo das mulheres.

A maioria dos responsáveis pelos lares monoparentais é de mulheres e, as mães solos são responsáveis por cerca de 86,4% dos lares monoparentais, de acordo com o Censo de 2022.

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A mulher virtuosa traz consigo características peculiares não deixando nada a desejar das feministas da pós-modernidade.

Se a busca por reconhecimento e valor se encontra do lado de fora, essa busca é em vão, pois o cerne do empoderamento deve partir de dentro de cada uma de nós, do reconhecimento de nossa identidade como cristãs.