Neste artigo, a psicóloga Mirian Pereira destaca que o autocuidado não é luxo, cuidar de sim mesma não é futilidade

Por Mirian Pereira, psicóloga com pós-graduação em Neurociência e Comportamento, escritora, palestrante internacional, trainer e master practitioner em Programação Neurolinguística

Autocuidado não é luxo, é sobrevivência emocional. Durante anos no consultório e nos grupos de mentoria, ouvi mulheres dizendo que não tinham tempo para si mesmas.

Que cuidar de si era futilidade. Mas a verdade é que o autocuidado é um ato profundo de respeito à própria existência.

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No meu livro A dor só passa quando você passa por ela, falo sobre como o sofrimento emocional, quando não acolhido, pode nos desconectar de quem somos.

A dor nos faz desacreditar do nosso valor. O autocuidado, seja um banho demorado, uma pausa para respirar ou uma conversa sincera consigo mesma, é um reencontro.

É dizer ao corpo e à mente: “Eu me importo comigo”.

Amor próprio é um ato de coragem. Muitas vezes confundido com egoísmo, o amor próprio é, na verdade, o alicerce para qualquer relação saudável, inclusive com os outros.

Quando você se ama, você se protege. Você não aceita menos do que merece. Você aprende a dizer “não” sem culpa e “sim” com consciência.

No capítulo em que falo sobre “se escolher”, escrevo: “A cura começa com uma escolha.“
E essa escolha, quase sempre, começa com o amor próprio.

Acolher as falhas e se perdoar

É olhar para dentro, acolher suas falhas, perdoar suas quedas e continuar. Porque você entende que merece ser amada, antes de tudo, por si mesma.

Autoestima é construção diária. A autoestima não nasce pronta. Ela é construída em pequenos gestos, nas decisões que você toma, nas palavras que você diz a si mesma quando ninguém está ouvindo.

Ela floresce quando você se cuida mesmo nos dias difíceis. Ela cresce quando você se acolhe ao invés de se julgar.

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No meu livro, repito algo em que acredito profundamente: “Você pode sonhar de novo.“
E esse novo sonho começa quando você se enxerga com mais compaixão.

Conclusão; autocuidado e amor-próprio não são metas para um futuro ideal. São práticas possíveis para o agora. Quando você se cuida com intenção e se ama com coragem, sua autoestima se fortalece, não porque você se tornou perfeita, mas porque aprendeu a ser inteira.