A psicóloga Miriam Cappua fala sobre o poder da escuta, do convívio e do acolhimento para promover saúde emocional e qualidade de vida na maturidade

Envelhecer pode ser uma fase de descobertas, reencontros e também de desafios emocionais. É o que destaca a psicóloga Miriam Cappua, que há 25 anos atua no atendimento clínico e no acompanhamento psicológico de pessoas em diferentes fases da vida.

“Busco promover o bem-estar e a qualidade de vida dos meus pacientes, com atenção especial ao desenvolvimento emocional ao longo das fases da vida.”

Com um olhar voltado à maturidade, Miriam destaca que o envelhecer saudável vai além dos cuidados físicos.

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“Essa fase pode ser repleta de mudanças emocionais, físicas e sociais, e o acompanhamento psicológico faz toda a diferença.”

Para ela, envelhecer com saúde emocional é aceitar as transformações do tempo com serenidade, afeto e sentido.

A psicologa lembra que a motivação veio do desejo de oferecer acolhimento, escuta e apoio para que o envelhecer seja vivido com leveza, sentido e dignidade.

“É valorizar a própria história, cultivar vínculos e encontrar prazer nas pequenas coisas.”

Psicologia ajuda a fortalecer o sentido de vida

Entre os principais desafios dessa fase estão lidar com perdas, mudanças na rotina e o sentimento de solidão.

“Também é comum enfrentar questões ligadas à autoimagem e ao papel social. O apoio psicológico ajuda a ressignificar essas vivências e a fortalecer o sentido de vida.”

O convívio social e a presença afetiva, segundo a psicóloga, são pilares para o bem-estar emocional.

“Ter vínculos e compartilhar experiências reduz a solidão e fortalece a autoestima. Relações afetivas e sociais ativas estimulam a mente e ajudam a prevenir sintomas de depressão e ansiedade”, diz.

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Projeto acolher para qualidade de vida e bem-estar

Com o objetivo de ampliar esse cuidado, Miriam criou o Projeto Acolher, voltado à promoção de qualidade de vida e bem-estar na terceira idade.

“O projeto funciona com atendimentos individuais e atividades em grupo, oferecendo escuta, convivência social e estímulo a hábitos saudáveis. A ideia é ajudar os idosos a viver com mais leveza e significado.”

Ela reforça ainda o papel das famílias nesse processo. “Quando o idoso apresenta mudanças de humor, isolamento ou dificuldades no dia a dia, é hora de buscar ajuda profissional. A família é essencial para incentivar o acompanhamento e oferecer apoio emocional.”

Para Miriam, cuidar da saúde mental é um ato de amor. “Valorizem a escuta, o apoio e a presença. Isso fortalece vínculos, previne o sofrimento e ajuda a garantir uma vida mais plena, leve e feliz na terceira idade.”