
Capacitação e qualificação ampliam presença feminina no agronegócio de Santa Catarina e fortalecem a atuação de mulheres nas propriedades rurais, gestão e pesquisa.
O agronegócio brasileiro vive uma transformação cada vez mais visível: a presença feminina cresce no campo e ganha força em diferentes áreas da produção rural. Em muitas propriedades e instituições do setor, mulheres têm assumido papéis estratégicos e contribuído diretamente para o desenvolvimento do agro.
Se antes a participação feminina no meio rural era pouco percebida, hoje ela aparece em várias frentes. Mulheres estão na lida diária das propriedades, participam da gestão dos negócios familiares, empreendem no campo e também ocupam funções técnicas, de pesquisa e liderança em instituições ligadas ao agronegócio.
A presença feminina no setor agropecuário cresce de forma expressiva. Aos poucos, elas ampliam sua atuação e assumem novas funções em atividades que, historicamente, eram dominadas pelos homens.
O movimento mostra não apenas mudança cultural, mas também a valorização de competências importantes para o desenvolvimento do campo.
Capacitação fortalece atuação feminina no campo
Em Santa Catarina, iniciativas de qualificação têm contribuído para ampliar esse protagonismo. O Sistema Faesc/Senar e os Sindicatos Rurais investem em programas voltados à capacitação feminina, reconhecendo o papel das mulheres no desenvolvimento rural.
Entre as ações está o Programa Mulheres do Agro, que oferece oportunidades de formação pensadas especialmente para quem atua no meio rural. As capacitações buscam ampliar o conhecimento técnico, fortalecer a autonomia e estimular a liderança feminina nas propriedades.
Outro instrumento de incentivo é o Catálogo Rosa, que reúne diferentes treinamentos direcionados às mulheres do campo. As formações abrangem áreas como agroindústria, pecuária, agricultura, aquicultura, silvicultura e atividades de apoio agrossilvipastoril.
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Impacto positvo
Segundo a assessora jurídica sindical da Faesc e representante catarinense na Comissão Nacional de Mulheres do Agro da CNA, Andreia Barbieri Zanluchi, os relatos das participantes mostram o impacto positivo dessas iniciativas.
“Mulheres com diferentes formações e trajetórias têm participado das capacitações e destacado a importância desses treinamentos para fortalecer sua atuação nas atividades das propriedades rurais”, afirma.
Além da atuação dentro das propriedades, Andreia destaca que muitas mulheres também desempenham papéis relevantes fora das porteiras. Elas estão presentes na pesquisa, no empreendedorismo e na liderança de entidades ligadas ao setor.
“Ao analisar esse cenário, observamos que há mulheres contribuindo diretamente para os resultados econômicos conquistados pelo setor no Estado e isso é motivo de orgulho para todos nós”, comenta.
Investimento em qualificação impulsiona o setor
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a presença feminina no campo tem crescido de forma significativa nos últimos anos e já influencia a forma de gestão das propriedades.
“Elas têm assumido funções estratégicas, contribuindo com inovação, organização da gestão e compromisso com práticas cada vez mais sustentáveis no campo. Como representantes do setor produtivo, temos a responsabilidade de valorizar e incentivar esse avanço com aumento do acesso à qualificação e à profissionalização.”
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Segundo ele, investir na formação das mulheres rurais significa fortalecer todo o setor.
“Investir na formação das mulheres rurais é fundamental para garantir mais autonomia, oportunidades e liderança feminina. Isso fortalece o campo e impulsiona o crescimento sustentável do agronegócio.”
Para saber mais sobre os treinamentos do Programa Mulheres do Agro, a orientação é procurar o Sindicato Rural da sua região.



