Programa reuniu cerca de 50 mulheres das forças de segurança com formação prática em mecânica, direção defensiva e situações de emergência no trânsito.

Saber agir rápido pode fazer diferença no dia a dia de quem vive uma rotina intensa. Foi com esse foco que cerca de 50 profissionais da segurança pública participaram da primeira edição do Proatec Mulher, em Chapecó.

A iniciativa é do Núcleo de Automecânicas da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó, em parceria com forças de segurança do município. O programa foi desenvolvido como piloto em Santa Catarina e reuniu conteúdos práticos voltados à autonomia e à segurança em situações envolvendo veículos.

A capacitação abordou manutenção preventiva, direção defensiva e procedimentos em emergências. As atividades foram realizadas dentro das automecânicas participantes, com foco no aprendizado direto e aplicável.

Treinamento prático e integração

A programação foi encerrada no sábado, com uma atividade prática em formato de competição entre grupos. As participantes passaram por estações cronometradas, utilizando viaturas das corporações.

Entre os desafios estavam a identificação de alertas no painel, revisão com checklist básico, troca de pneus, simulação de carga de bateria, uso de extintor em incêndio simulado e exercícios de sinalização e baliza.

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Participaram profissionais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, SAMU e Guarda Municipal.

O circuito final também incluiu uma ação solidária. Foram arrecadados cerca de 1,5 mil quilos de alimentos, que serão destinados à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó e ao Centro de Convivência de Idosos de Chapecó.

Autonomia no dia a dia

A vice-presidente da ACIC, Poliana Oliveira, destacou que o projeto conecta conhecimento técnico com demandas reais da comunidade. Segundo ela, a iniciativa também reforça a autonomia das mulheres que atuam em funções essenciais.

O coordenador do Núcleo de Automecânicas, Ezenclever Rogério Valer, avaliou o programa como desafiador desde a organização até a execução, especialmente pela articulação entre diferentes áreas da segurança pública. A expectativa é de continuidade do projeto nas próximas edições.

Para quem participou, o aprendizado foi direto. A bombeira militar Bruna Carlim Franciscon, que atua há seis anos na corporação, ressaltou que as aulas tiveram foco prático, com aplicação em situações reais, como troca de pneus e recarga de bateria.

Segundo ela, o conteúdo contribui para ampliar a autonomia, principalmente em atividades ainda associadas ao público masculino. Também destacou a integração entre mulheres de diferentes áreas da segurança pública, o que favoreceu a troca de experiências.