
Daniela Zagury construiu um negócio com equipe feminina e encontrou na gestão compartilhada uma forma de crescer sem abrir mão da presença na vida familiar
Empreender já exige adaptação. Fazer isso no meio de uma crise global exige ainda mais.
Foi nesse cenário que Daniela Zagury iniciou sua trajetória como franqueada da Nutty Bavarian. Ela assumiu uma operação da rede especializada em castanhas em fevereiro de 2020, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Pouco depois, a pandemia interrompeu o funcionamento presencial.
A resposta veio de dentro de casa. Daniela levou a operação para o formato de delivery e manteve o negócio ativo.
A estratégia funcionou. “Muito bem-sucedida”, resume.
Mãe de dois filhos, de 2 e 7 anos, e com dois enteados de 18 e 27, Daniela ampliou o negócio e hoje administra cinco quiosques da marca.
A equipe é formada 100% por mulheres, sendo mais da metade mães. Para ela, seguir trabalhando após a maternidade é uma escolha importante.
“Acredito que a realização pessoal é muito importante, que transborda para dentro da família e para a relação com os filhos”, afirma.
Equilíbrio na rotina
A rotina permite acompanhar de perto a vida dos filhos. Consultas, reuniões escolares e momentos em família fazem parte do dia a dia. Mas esse equilíbrio não acontece sozinho.
Daniela construiu um modelo de gestão baseado em participação e autonomia da equipe.
“No início faço tudo, ensino, boto a mão na massa, mas depois me retiro e acompanho”, explica.
Ela também chama atenção para um comportamento comum.
“As mulheres têm mania de centralizar tarefas. Isso limita o crescimento e é exaustivo”, diz.
A solução foi formar uma equipe capaz de tomar decisões e assumir responsabilidades. Com isso, ganhou escala no negócio e mais flexibilidade na rotina. O apoio familiar também faz diferença.
“Na minha casa, todos dividem as tarefas”, completa.





