
Levantamento aponta mais de 6,9 milhões de buscas sobre amamentação em 12 meses. Mounjaro,
creatina, analgésicos, emagrecimento e tatuagem estão entre as principais dúvidas.
Amamentar costuma vir acompanhado de muitas perguntas. Pode tomar determinado medicamento? É possível usar creatina? Amamentar emagrece? Quem tem silicone consegue produzir leite normalmente?
Quando essas dúvidas aparecem, muitas pessoas procuram primeiro o Google. Um levantamento realizado pelo Olá Doutor, plataforma de consultas médicas, identificou mais de 6,9 milhões de pesquisas relacionadas à amamentação nos últimos 12 meses no Brasil.
Os dados foram divulgados durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno.
Entre as buscas que mais chamam atenção estão dúvidas sobre medicamentos e suplementos. A pergunta “quem amamenta pode tomar Mounjaro?” aparece no primeiro lugar, com mais de 71 mil pesquisas.
Quais são as perguntas sobre amamentação mais buscadas no Google?
Segundo o levantamento do Olá Doutor, estas são algumas das pesquisas com maior volume:
- Quem amamenta pode tomar Mounjaro: 71.200 buscas
- Quem amamenta pode tomar creatina: 54.400 buscas
- Quem amamenta pode tomar dipirona: 50.900 buscas
- Quem amamenta pode tomar ibuprofeno: 50.210 buscas
- Amamentar emagrece: 45.240 buscas
- Quem amamenta pode fazer tatuagem: 42.350 buscas
- Quem amamenta pode tomar pílula do dia seguinte: 41.800 buscas
- Posições para amamentar: 40.930 buscas
- Quem tem silicone pode amamentar: 35.280 buscas
- Quem amamenta pode tomar nimesulida: 33.400 buscas
- Quem amamenta pode doar sangue: 27.800 buscas
O ranking mostra que boa parte das dúvidas está relacionada ao que a mulher pode ou não fazer durante a amamentação, especialmente quando o assunto envolve medicamentos.
Quem amamenta pode tomar Mounjaro?
Essa é a pergunta que lidera o levantamento. O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e que também passou a despertar interesse por seus efeitos sobre o peso corporal.
Dados mais recentes mudaram parte do que se sabia sobre o medicamento durante a amamentação. A bula atual do Mounjaro nos Estados Unidos informa que, em um pequeno estudo com 11 mulheres que receberam uma dose de 5 mg, a tirzepatida ficou indetectável em 164 das 171 amostras de leite analisadas. Nas demais, a quantidade encontrada foi baixa. Ainda não existem dados suficientes sobre possíveis efeitos no bebê amamentado ou na produção de leite.
O LactMed, base científica mantida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, afirma que a necessidade do medicamento não significa automaticamente que a amamentação precise ser interrompida, mas recomenda cautela, especialmente quando o bebê é recém-nascido ou prematuro.
Na prática, a mulher que amamenta não deve iniciar ou retomar Mounjaro por conta própria. A decisão depende do motivo do tratamento, da idade do bebê, do padrão de amamentação e das condições de saúde da mãe.
Quem amamenta pode tomar creatina?
A creatina já está naturalmente presente no leite humano. O problema é que ainda existem poucos dados sobre suplementação com doses adicionais de creatina durante a amamentação.
Segundo o LactMed, não há estudos suficientes medindo quanto da creatina suplementada pela mãe passa para o leite.
Por isso, mulheres que desejam usar o suplemento durante esse período devem conversar com médico ou nutricionista antes de iniciar o consumo.
Quem amamenta pode tomar dipirona?
A resposta exige cautela. A dipirona e seus metabólitos podem passar para o leite materno. O LactMed relata que existem alternativas analgésicas com maior quantidade de dados disponíveis durante a amamentação.
Isso não significa que toda mulher que tomou dipirona precise interromper imediatamente a amamentação. A orientação depende da dose, frequência, idade do bebê e motivo do tratamento.
Medicamentos durante a lactação devem ser avaliados individualmente.
Quem amamenta pode tomar ibuprofeno?
O ibuprofeno é um dos medicamentos com melhor documentação para uso durante a amamentação.
Segundo o LactMed, pequenas quantidades chegam ao leite materno e o medicamento é considerado uma das opções preferenciais entre os anti-inflamatórios para mulheres que amamentam.
Mesmo assim, automedicação não é recomendada. Dose, duração do tratamento e condições de saúde da mulher precisam ser consideradas.
Amamentar emagrece?
Produzir leite exige energia do organismo, mas isso não significa que toda mulher vá emagrecer durante a amamentação.
O peso no pós-parto depende de vários fatores, como alimentação, metabolismo, nível de atividade física, sono, alterações hormonais e quantidade de leite produzida.
Por isso, transformar a amamentação em estratégia de emagrecimento pode criar uma expectativa que não corresponde à experiência de todas as mulheres.
Nesse período, a prioridade deve ser recuperação, alimentação adequada e saúde da mãe e do bebê.
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Quem amamenta pode fazer tatuagem?
Essa é outra pergunta frequente.
Mais do que a tinta em si, um dos pontos de atenção está relacionado às condições em que a tatuagem é feita. Procedimentos que envolvem perfuração da pele podem trazer risco de infecção quando não seguem normas adequadas de higiene e esterilização.
Por isso, quem está amamentando e deseja fazer uma tatuagem deve conversar com um profissional de saúde e procurar estabelecimentos que cumpram todas as regras sanitárias.
Quem amamenta pode tomar pílula do dia seguinte?
Depende do princípio ativo utilizado.
O levonorgestrel, presente em muitos contraceptivos de emergência, é considerado compatível com a amamentação. Dados disponíveis não indicam prejuízo relevante à produção do leite, crescimento ou desenvolvimento do bebê.
Há também contraceptivos de emergência com outros princípios ativos, portanto é importante verificar qual medicamento está sendo utilizado e buscar orientação profissional.
Qual é a melhor posição para amamentar?
Não existe apenas uma posição correta. O mais importante é que mãe e bebê estejam confortáveis e que a pega permita ao bebê abocanhar adequadamente a mama.
O Ministério da Saúde recomenda ajustar a pega e variar as posições quando houver dificuldade para o bebê sugar.
Posição tradicional, deitada, cavalinho e posição invertida são algumas possibilidades. A melhor será aquela que funciona para aquela mãe e aquele bebê.
Dor persistente, fissuras ou dificuldade para o bebê ganhar peso merecem avaliação de um profissional de saúde ou de um banco de leite humano.
Quem tem silicone pode amamentar?
Na maioria das situações, ter prótese de silicone não impede a amamentação.
Material de orientação em saúde pública explica que a capacidade de amamentar depende principalmente de como foi feita a cirurgia e se estruturas importantes da mama foram preservadas.
Algumas mulheres podem apresentar redução na produção de leite, especialmente dependendo do tipo de incisão ou da cirurgia realizada.
Por isso, quem tem prótese pode precisar de acompanhamento mais próximo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê.
Quem amamenta pode tomar nimesulida?
A nimesulida não deve ser usada por conta própria durante a amamentação.
A escolha de um anti-inflamatório nesse período precisa considerar a passagem da substância para o leite, a idade da criança, a dose e o tempo de tratamento.
Quando existe necessidade de controlar dor ou inflamação, o profissional pode avaliar medicamentos com maior quantidade de dados disponíveis para lactantes, como o ibuprofeno em determinadas situações.
Quem amamenta pode doar sangue?
No Brasil, existe uma regra específica. Segundo o Ministério da Saúde, mulheres que estão amamentando devem aguardar até que tenham passado 12 meses do parto para doar sangue.
A restrição busca proteger a saúde da mulher durante um período em que o organismo ainda tem maior demanda nutricional.
Dúvidas sobre medicamentos dominam as pesquisas
O levantamento chama atenção para um comportamento importante: muitas mulheres precisam tomar decisões sobre a própria saúde enquanto continuam responsáveis pela alimentação do bebê.
Dipirona, ibuprofeno e nimesulida, por exemplo, aparecem entre as perguntas mais pesquisadas. Juntas, essas três buscas somaram mais de 134 mil consultas ao Google no período analisado.
Segundo a médica Manoella Ferreira, citada no levantamento do Olá Doutor, a internet pode ajudar a encontrar informação, mas não substitui uma avaliação profissional.
E essa talvez seja uma das informações mais importantes do Agosto Dourado: amamentar não significa que a mulher não possa tratar uma doença, controlar uma dor ou cuidar da própria saúde. Significa que medicamentos e procedimentos precisam ser avaliados considerando também o período de lactação.
O Ministério da Saúde mantém, inclusive, publicação específica sobre amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias, destinada a orientar profissionais sobre segurança durante o aleitamento.
Agosto Dourado reforça importância da informação durante a amamentação
As milhares de buscas também mostram que a amamentação não termina quando mãe e bebê deixam a maternidade. As dúvidas continuam aparecendo no cotidiano. Algumas são simples. Outras exigem avaliação médica.
Ter acesso a informações claras pode ajudar mulheres a reconhecer quando uma dúvida pode ser resolvida com orientação geral e quando é necessário procurar atendimento.
Além de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, os Bancos de Leite Humano também oferecem orientação sobre dificuldades para amamentar. O Ministério da Saúde informa que a rede atua na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.
Metodologia
Segundo o Olá Doutor, o levantamento analisou pesquisas realizadas no Google por brasileiros nos últimos 12 meses. Foram consideradas buscas relacionadas aos termos “amamentação”, “amamentar” e suas variações, nas cinco regiões do país.
Os termos foram posteriormente organizados conforme o volume estimado de pesquisas no período.
Sobre o Olá Doutor
Fundado no Rio Grande do Sul, o Olá Doutor é uma plataforma de consultas médicas digitais. O serviço oferece Consulta Imediata por chat e Consulta Agendada por chat ou vídeo.




