
Com mais de 10 mil famílias fotografadas, a fotógrafa de Chapecó construiu uma trajetória dedicada a preservar momentos, valorizar conexões e registrar histórias que atravessam gerações.
Quanto vale uma lembrança? Um sorriso espontâneo, o abraço de quem amamos, a expectativa pela chegada de um filho ou aqueles pequenos gestos que, com o passar do tempo, ganham um significado ainda maior.
Existem momentos que passam rápido, mas que gostaríamos de guardar para sempre. É justamente nesse encontro entre o instante vivido e a memória que permanece que a fotógrafa chapecoense Amália Candiotto construiu sua trajetória profissional.
Há 15 anos, ela se dedica a registrar histórias. Nesse período, mais de 10 mil famílias já passaram por suas lentes, em diferentes fases da vida. Formada em Administração e com experiência como professora infantil, Amália encontrou na fotografia uma nova profissão a partir de algo que já fazia naturalmente: registrar aniversários, encontros e momentos familiares.
O que começou como uma atividade presente em sua rotina se transformou em uma carreira dedicada a preservar histórias e valorizar as conexões entre as pessoas. Mais do que produzir fotografias, Amália passou a acompanhar momentos que fazem parte da construção das memórias familiares.
Fotografias que contam histórias e preservam emoções
Com uma proposta de fotografia atemporal, Amália busca produzir imagens que ultrapassem tendências e preservem a identidade de cada pessoa. Seja no acompanhamento dos primeiros meses de um bebê, na espera pela chegada de um filho, nas festas infantis ou em ensaios corporativos, a intenção é que cada fotografia represente quem está diante da câmera.
Para ela, a fotografia precisa transmitir mais do que uma imagem bem produzida. É uma oportunidade de registrar vínculos, sentimentos e valores que fazem parte da história de cada família.
“Meu objetivo em cada foto é que as famílias se conectem, valores e princípios que queriam registrar. Quero que as fotos sejam uma lembrança daquele momento, do momento que decidiram registrar e viver”, afirma Amália.
Essa maneira de trabalhar também está relacionada à experiência construída ao longo dos anos. Ao fotografar crianças e famílias, a profissional procura respeitar o tempo de cada pessoa e criar um ambiente em que os momentos aconteçam com naturalidade.
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Lembranças que ganham valor com o passar dos anos
Há mais de quatro anos, a médica pediatra Larissa Souza Cruz Costa confia à Amália o registro de momentos especiais de sua família. Para ela, fotografar é também uma maneira de preservar fases que passam rapidamente, especialmente durante a infância dos filhos.
“É poder guardar lembranças, sentimentos e fases especiais da nossa família. São registros que, com o passar dos anos, se tornam ainda mais preciosos”, define.
Larissa destaca que o diferencial está não apenas nas fotografias, mas na maneira como cada encontro é conduzido.
“Ela consegue deixar todos à vontade, respeita o tempo das crianças e tem uma sensibilidade incrível para captar momentos espontâneos. Cada ensaio é uma experiência leve, divertida e cheia de carinho”, afirma.
A relação construída ao longo dos anos também faz parte da história de Jane Teó, que há seis anos registra momentos familiares pelas lentes de Amália.
“A fotografia preserva cada etapa de uma linda história que passa rápido demais. No futuro, os meus filhos poderão conhecer um pouco mais da sua própria história e reviver momentos que jamais voltarão da mesma forma”, destaca Jane.
Para ela, as sessões fotográficas se transformaram em experiências compartilhadas pela família, nas quais as crianças podem brincar, participar e demonstrar sua personalidade.
“A experiência das fotos com a Amália é sempre incrível. Entre muita festa, brincadeiras e diversão, o ensaio acontece de forma leve e espontânea. A gente se diverte muito e está sempre criando novidades e inventando maneiras diferentes de envolver os pequenos, fazendo com que cada ensaio seja único e especial”, conta.
De Chapecó para famílias que vivem na Europa
A trajetória profissional de Amália também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Durante uma viagem à Alemanha para visitar amigos, a fotógrafa compartilhou registros nas redes sociais e acabou despertando o interesse de famílias que vivem no exterior.
A conexão resultou em trabalhos fotográficos realizados na Alemanha e na Suíça, ampliando suas experiências profissionais e proporcionando contato com diferentes culturas.
“Além de visitar e conhecer outras culturas, também foi a oportunidade de famílias que moram fora do país conhecerem meu trabalho. E o mais interessante foi que uma postagem aproximou. A fotografia tem disso: registrar, conectar e deixar a essência verdadeira prevalecer”, enaltece Amália.
A experiência também mostrou como a fotografia e as redes sociais podem aproximar pessoas, independentemente da distância geográfica.
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O tempo passa, mas as histórias permanecem
Depois de 15 anos de profissão e mais de 10 mil famílias fotografadas, Amália continua encontrando na fotografia a possibilidade de preservar momentos que não poderão ser vividos novamente da mesma maneira.
Ao longo dessa trajetória, acompanhou crianças crescendo, famílias se transformando e histórias ganhando novos capítulos. Para quem está diante das lentes, cada ensaio representa uma fase da vida. Para quem guarda as fotografias, esses registros podem se tornar uma forma de reencontrar pessoas, sentimentos e momentos.
Porque o tempo transforma muita coisa. As crianças crescem, a rotina muda e novas histórias começam. Mas uma fotografia tem a capacidade de nos levar de volta, ainda que por alguns instantes, àquilo que um dia vivemos.
E talvez seja esse o maior significado do trabalho de Amália: lembrar que os momentos passam, mas as histórias que escolhemos preservar continuam fazendo parte de quem somos.



